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Monthly Archives: janeiro 2020

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1 ano ago Notícias

Governo cria grupo para monitorar casos de coronavirus

O Ministério da Saúde criou, no âmbito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um grupo de emergência em saúde pública, com o objetivo de conduzir e monitorar as ações referentes aos casos de coronavírus. A portaria da criação do grupo foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (29).

O grupo de emergência será composto por representantes do gabinete da presidência da Anvisa; da Gerência-Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados e de Tecnologia em Serviços de Saúde. Também comporão o grupo duas assessorias: uma responsável pela comunicação e outra ligada ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Segundo a Anvisa, a criação do grupo faz parte de um rol de medidas preventivas e de controle adotadas contra o vírus. Entre as medidas já adotadas, a agência destaca o repasse de orientações para equipes da vigilância sanitária de todo o país, especialmente as que atuam no controle de portos e aeroportos, a divulgação de avisos sonoros sobre sinais e sintomas da doença, bem como a recomendação de cuidados básicos a serem adotados por passageiros e tripulantes.

De acordo com a portaria publicada nesta quarta-feira, há a previsão de convocação, a qualquer momento, de representantes das demais áreas de atuação da Anvisa, caso seja necessário. O grupo terá prazo de atuação com tempo indeterminado.

Histórico do Coronavírus

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.

 

Fonte: Anahp

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1 ano ago Notícias

Mortes por coronavírus na China já chegam a 80

Balanço mais recente aponta 2.744 casos suspeitos no país. Segundo ministro chinês, vírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Recesso escolar foi estendido e venda de animais silvestres foi proibida para tentar conter contágio.

Subiu para 80 o número de mortos por coronavírus na China, segundo as autoridades locais. Neste domingo (26), foram relatadas mais 24 mortes na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan – local mais afetado.

O país anunciou ainda que chegou a 2.761 casos suspeitos, sendo 2.744 na China e 17 nos territórios de Hong Kong, Macau e Taiwan.

Também neste domingo, o ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados.

Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas em todo o mundo, entre 2002 e 2003.

Como medida de prevenção do surto, o governo chinês anunciou que vai estender o recesso de Ano Novo até o dia 2 de fevereiro em todas as escolas do país.

Ainda neste domingo, a China anunciou uma proibição nacional da venda de animais silvestres em mercados, restaurantes e plataformas de comércio eletrônico. Acredita-se que o vírus tenha se originado no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan, que vendia ilegalmente animais selvagens.

Enquanto isso, os Estados Unidos confirmaram mais três casos da doença, chegando agora a cinco. Segundo o Departamento de Saúde Pública, as pessoas retornaram de viagens a Wuhan e, ao apresentar sintomas, foram a hospitais – duas na Califórnia e uma no Arizona – onde estão recebendo tratamento. Seus nomes e localizações exatas não foram divulgados. Os dois primeiros casos tinham sido registrados em Washington e Illinois.

Criança brasileira com suspeita da doença

Uma criança brasileira de 10 anos está internada nas Filipinas com suspeita de coronavírus, segundo o site da rede local ABS-CBN News. Ela esteve na cidade chinesa de Wuhan com os pais, que também estão em isolamento no mesmo hospital, por precaução.

Segundo o doutor Audie Cipriano, chefe dos médicos do hospital ng Palawan, em Puerto Princesa, a criança foi hospitalizada com febre e dificuldade para respirar na madrugada de sábado, enquanto seu pai apresentava apenas dor de garganta.

Além da criança brasileira, uma menina taiwanesa de seis anos também está em isolamento por suspeita de contaminação. Ela tem pneumonia, e seus pais disseram que ela teve contato com pessoas que estiveram em Wuhan, cidade chinesa que registra a grande maioria dos casos.

As duas crianças ainda aguardam os resultados de seus testes, e devem permanecer em isolamento por um período de cinco a 14 dias.

Bebê entre os infectados

Segundo o jornal estatal “Diário do Povo” de domingo (26), um bebê de 9 meses está entre os pacientes diagnosticados com a doença em Pequim.

A capital da China registrou ao menos 68 infectados por coronavírus desde o início do surto, em 31 de dezembro.

Reunião com OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, está a caminho de Pequim onde vai se reunir com o governo chinês e especialistas para discutir sobre o atual surto de coronavírus. O executivo escreveu em seu Twitter que a visita vai “estreitar a colaboração” entre a entidade e o país asiático.

Ghebreyesus escreveu que a visita deve contribuir com ações de proteção do país. Ele pediu também que pesquisadores e cientistas que tenham estudos sobre o vírus aprovados em periódicos científicos mas que não tenham sido publicados, que compartilhem as descobertas com a organização.

Retirada de estrangeiros

Os Estados Unidos organizam o retorno de cidadãos americanos e diplomatas da cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Segundo a Embaixada dos norte-americana na China, um voo partirá da cidade com destino a San Francisco, Califórnia, na terça-feira (28).

França, Japão e Coreia do Sul organizam ações similares em parceria com as autoridades chinesas. O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas.

A província de Hubei tinha 13 cidades com restrições de circulação até sexta-feira, o que afeta cerca de 40 milhões de pessoas. Na manhã de domingo (26, horário local), foi anunciado que a cidade de Tianjin também irá interromper a circulação de todos os ônibus intermunicipais para tentar conter a disseminação do vírus.

Vacinas contra o vírus

A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou na quinta um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus.

A Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

China suspende viagens turísticas

A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24).

Os parques de diversões de Hong Kong Disneyland e Ocean Park serão fechados a partir deste domingo (26) para evitar a propagação do vírus. Em Xangai, o governo também anunciou que o parque da Disney ficará fechado. A China está em feriado do Ano Novo Lunar, período em que os parques costumam ficar cheios de turistas.

Fonte: G1

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1 ano ago Notícias

Projetos de robotização ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro, afirma Minsait

Robotic Process Automation ou simplesmente RPA, é utilizada como ponto de partida para desenvolver tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial, dentro de companhias em diferentes segmentos.

Cada vez mais, os termos “Big Data” e “Inteligência Artificial” ganham espaço no noticiário. Apesar da familiaridade com as expressões e do interesse em investimentos de companhias de diferentes setores nestas frentes, a Minsait, uma empresa Indra, destaca que parte das empresas brasileiras ainda estão em busca de criar estruturação básica e madura necessárias para aportar esse tipo de tecnologia na sua forma essencial para o uso cotidiano e operacional nas empresas. Neste sentido, criar uma jornada realista através de soluções inovadoras, utilizando os dados qualificados de forma eficiente, segura e responsável é mandatório pelas empresas.

Para sanar esse problema e acelerar o passo rumo à transformação digital, companhias no país têm investido em projetos iniciais de automatização de processos, chamados de RPA. Só neste ano, a Minsait conduziu no Brasil mais de 32 iniciativas deste tipo, alocadas principalmente nos setores de Telecomunicações, Industrial, Finanças e Energia.

“A finalidade dos projetos é variada. Ganho de eficiência operacional, acelerar o desenvolvimento de novas soluções, melhora da experiência do usuário, redução de erros e agilidade de entrega são os principais que temos observado”, afirma Flávio Carnaval, head de Tecnologias Avançadas da Minsait no Brasil.

E cada vez mais companhias devem utilizar esse recurso nos próximos anos. Estimativas da Minsait mostram que mais da metade das empresas, em todo mundo, já está conduzindo ações voltadas à robotização de processos. Os projetos variam os seus custos dependendo da ferramenta escolhida, dos processos e suas complexidades, bem como os objetivos a serem atingidos.

“Não há dúvidas que o ganho financeiro pode acontecer já nos primeiros meses. Cerca de 40% dos clientes esperam que o retorno aconteça entre 6 a 12 meses, prazo em que frequentemente ocorre o payback”, destaca o executivo.

De acordo com a companhia, RPA é uma tecnologia importante e viável para criar eficiência operacional, uma vez que partir logo de início para tecnologias mais avançadas, que exigem alto grau de especialização e de governança de dados – um empecilho ainda a ser superado por diversas empresas no país – pode ser arriscado na hora de demonstrar os resultados em inovação para organizações que demandam retorno demasiadamente rápido.

“Há uma tendência no mercado brasileiro em ser mais comedido na adoção de novas práticas e tecnologias disruptivas, até mesmo pela ansiedade em trazer retorno rápido e consistente. Muitas companhias ainda estão buscando formas de organizar os dados que possuem, tanto para protegê-los quanto para entender o potencial que apresentam. Nesse sentido, o RPA pode ajudar muito, já que é uma das disciplinas que mais tem trazido retorno e de forma ágil”, finaliza o executivo.

Sobre a Minsait

A Minsait, uma empresa da Indra, é a companhia líder em Consultoria de Transformação Digital e Tecnologias da Informação na Espanha e na América Latina. A Minsait apresenta um alto grau de especialização e conhecimento setorial, o que complementa sua alta capacidade de integrar o mundo core com o mundo digital, sua liderança em inovação e transformação digital e sua flexibilidade. Assim, concentra sua oferta em propostas de valor de alto impacto, baseadas em soluções end-to-end, com uma notável segmentação, que permite atingir impactos tangíveis para seus clientes em cada setor com uma abordagem transformacional. Suas capacidades e liderança são mostradas em sua oferta de produtos, denominada Onesait, e sua oferta transversal de serviços.

Indra no Brasil

Presente no Brasil desde 1996, a Indra é uma das principais companhias de tecnologia e consultoria do país. Conta com mais de 7.000 profissionais, escritórios distribuídos nos principais estados brasileiros e quatro Centros de Produção. A companhia faz parte de alguns dos projetos mais inovadores para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil nos setores de Transporte & Defesa e de Tecnologia da Informação (TI), os quais estão agrupados em sua filial Minsait.

Sobre a Indra

A Indra é uma das principais empresas globais de tecnologia e consultoria e parceira tecnológica para as principais operações comerciais de seus clientes em todo o mundo. É uma fornecedora líder global de soluções próprias em segmentos específicos dos mercados de Transporte e Defesa, e uma empresa de consultoria líder na transformação digital e Tecnologias da Informação na Espanha e na América Latina através da sua filial Minsait. Seu modelo de negócios é baseado em uma oferta abrangente de produtos próprios, com uma abordagem end-to-end, de alto valor e com um alto componente de inovação. No ano de 2018, a Indra teve um faturamento de 3,1 bilhões de euros, 43.000 funcionários, presença local em 46 países e operações comerciais em mais de 140 países.

Fonte: Saude Bunises

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1 ano ago Notícias

OMS quer preparar hospitais de todo mundo para vírus chinês mistério

Organização Mundial de Saúde anunciou, nesta terça-feira (14), um plano para preparar os hospitais de todo o mundo para um novo vírus que já contagiou dezenas de pessoas na China, provocando uma morte. O anúncio foi feito depois que uma pessoa fora da China foi diagnosticada com o mesmo vírus misterioso.

“Estamos nos preparando para a hipótese de contágios em massa. Por isso, estão sendo tomadas medidas de prevenção e controle de infecções para que todos os hospitais do mundo apliquem as precauções habituais”, informou a diretora interina do Departamento de Doenças Emergentes da Organização Mundial de Saúde, Maria Van Kerkhove.

As declarações surgem depois de a agência de notícias oficial da China ter divulgado que uma mulher chinesa que viajou para a Tailândia transportou consigo o vírus e foi colocada em quarentena.

A mulher, que voou da cidade chinesa de Wuhan, onde o surto teve origem em dezembro, foi hospitalizada depois de ter chegado a Bangkok e acabou por ser colocada em quarentena.

De acordo com a agência de notícias chinesa, a mulher chegou à Tailândia em 8 de janeiro e nenhum outro passageiro do avião em que seguia foi infectado.

Coronavírus

Até agora, o novo vírus já provocou a morte de uma pessoa e afetou outras 41, que registram sintomas semelhantes aos de uma pneumonia. Dos 41 casos confirmados na China, seis estão em estado grave e outros sete já tiveram alta, disse a porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.

O vírus está sendo enquadrado na família dos coronavírus, responsáveis por infeções respiratórias. Os coronavírus podem causar variadas doenças, desde simples constipações até doenças respiratórias fatais.

Ainda nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde mencionou a possibilidade de o vírus ser transmitido “de forma limitada de pessoa para pessoa”, apesar de “ser cedo e ainda não existir um quadro clínico claro”.

“A experiência com a síndrome respiratória aguda e grave (Sars) ou a síndrome respiratória do Médio Oriente (Mers) nos preparou para esta situação, a comunidade global vem tomando medidas preventivas e todos os sistemas estão preparados para serem ativados”, garantiu a OMS.

Fonte: Anahp

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1 ano ago Notícias

Plataforma revela remédios mais procurados no Brasil

O Consulta Remédios, plataforma que é o maior comparador do Brasil e o sexto maior do mundo recebe uma média de 20 milhões de usuários por mês. E é com esse número impressionante que o Consulta Remédios vêm traçando um perfil da saúde do brasileiro.

“Nosso principal objetivo é oferecer à população auxílio na escolha dos melhores preços dos medicamentos. E através da plataforma, conseguimos indicar variação de preços de medicamentos que chegam a mais de 1000%. É claro que hoje, o fato de sermos o maior buscador de remédios da internet no Brasil e o sexto do mundo nos trouxe também um perfil do consumidor que busca esses medicamentos. Não é o nosso objetivo final, mas pode auxiliar, inclusive, em ações de prevenção”, diz Paulo Vion, CEO da plataforma.

E entre os dados coletados neste ano estão alguns que mostram que o brasileiro está cada vez mais hipertenso. Nos últimos dois trimestres, por exemplo, os remédios mais buscados estão relacionados à pressão alta, o que mostra que a doença, silenciosa, é um problema no país e que a busca por economia em medicamentos de uso contínuo continua sendo a alternativa para quem tem que reservar uma parte do orçamento para cuidar da saúde. Para se ter ideia, de 2018 para este ano, o número de buscas pelo medicamento Vartaz chegou a aumentar 1042%. O Xarelto, medicamento mais procurado em 2019, e que também é usado na prevenção de AVC e no controle da pressão chega a custar até R$ 269 nas farmácias.

Além desses, remédios para diabetes também estão na lista dos mais procurados, e, como o controle é contínuo, a busca por medicamentos mais baratos também demonstra o quanto os brasileiros dependem de ferramentas como o Consulta Remédios. “Cada vez mais percebemos que somos uma ferramenta útil para todos, sobretudo para aqueles que fazem uso recorrente de algumas categorias medicamentosas. Quando é preciso comprometer parte do orçamento em remédios, a economia faz toda a diferença”, diz Vion.

Os antibióticos também têm sido uma categoria muito procurada pelos brasileiros. Em 2019, o aumento na busca desses medicamentos foi de 135,19% em comparação com o ano anterior, e entre os cinco mais procurados estão Macrodantina, utilizada no tratamento de infecções urinárias, Gingilone, para o tratamento de infecções bucais, como estomatite, Amoxicilina, utilizada no combate de infecções bacterianas como amigdalite, sinusite e outras doenças, Azitromicina, utilizada para o tratamento de infecções respiratórias como bronquite e pneumonia e Monuril, também utilizado no tratamento de infecções urinárias. Esse aumento retoma a discussão sobre o uso excessivo de antibióticos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, esse número é preocupante, uma vez que pode causar a resistência antimicrobiana, e com isso, a população pode perder a capacidade de tratar infecções comuns, como a pneumonia, por exemplo. “A coleta desses dados torna-se uma importante ferramenta não só para órgãos reguladores, mas também para a população, que precisa estar atenta à saúde e aos medicamentos que vêm sendo consumidos”, alerta Vion.

 

Fonte: Medicina S/A

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1 ano ago Notícias

Inteligência artificial pode diagnosticar tumor de pele que até médico não vê

Projeto de cientistas da Unicamp treina computadores para identificar melanoma; taxa de acerto do algoritmo é de 86%, ante 67% na avaliação de dermatologistas. Ideia é usar algoritmo para compreender padrões de malignidade não percebidos pelos humanos

Benefício. Detecção precoce do câncer de pele aumenta chances de cura de 14% para 90%, diz pesquisadora Sandra Ávila

O uso de inteligência artificial no diagnóstico de câncer de pele vem sendo estudado em todo o mundo como um possível auxiliar dos dermatologistas. Agora, uma pesquisa de cientistas brasileiros mostra que a máquina pode detectar um tumor maligno até em imagens nas quais a lesão foi coberta e somente a pele ao redor do tumor foi analisada. Em outras palavras, o computador se mostrou capaz de ver indícios de malignidade onde médicos especialistas não conseguem.

A descoberta, ainda preliminar, faz parte de estudos de um grupo de cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que tem utilizado técnicas avançadas de machine learning (aprendizado de máquina) para treinar computadores a fazer o diagnóstico de melanoma, tipo mais agressivo e letal de câncer de pele.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 6.260 novos casos de melanoma por ano. Embora represente apenas 3,6% de todos os casos de tumor de pele no País, o melanoma é responsável por 43,5% das mortes por esse tipo de câncer. Foram 1.775 vítimas da doença em 2018, segundo o Ministério da Saúde.

O projeto de pesquisa da Unicamp foi um dos premiados no fim do ano passado na 7ª edição do Latin America Research Awards (Lara), bolsa dada pelo Google a projetos acadêmicos da América Latina que propõem soluções tecnológicas para problemas do cotidiano (mais informações nesta página). O projeto foi um dos únicos a ganharem a bolsa pelo segundo ano consecutivo.

Técnica. Por meio de uma técnica sofisticada que utiliza redes neurais artificiais, os cientistas da Unicamp desenvolveram um algoritmo com 86% de índice de acerto no diagnóstico do melanoma, ante 67% de precisão na avaliação feita pelos médicos. Mesmo quando a parte central da lesão foi removida da imagem, a máquina ainda acertou 71% dos diagnósticos.

“Queremos investigar agora o que explica esse resultado, quais são os vieses desses algoritmos. Queremos entender se há algo na imagem que nós, humanos, não estamos prestando atenção e que a máquina consegue enxergar um padrão”, explica Sandra Ávila, professora do Instituto de Computação da Unicamp e uma das pesquisadoras do projeto.

Redes neurais artificiais são modelos computacionais inspirados na estrutura dos neurônios de seres inteligentes. Por meio de treinamento, são capazes de aprender, entre outras coisas, a identificar padrões. No caso da pesquisa da Unicamp, os cientistas utilizam uma técnica que ensina o computador não só a identificar o câncer de pele, mas também a criar imagens que “imitam” fotos reais do melanoma.

Isso é importante porque, para que o algoritmo seja ensinado a identificar padrões de malignidade, por exemplo, ele precisa ser treinado com um grande número de imagens de diferentes tipos de lesões para saber quais as características que diferem o melanoma de outros tipos de tumores malignos e benignos. O problema é que não existe um grande banco de imagens de melanomas, o que limita o aprendizado da máquina.

“Quando começamos a pesquisa, usávamos um banco de dados internacional com 2 mil imagens, o que é pouco. Ao treinarmos as redes neurais a produzirem imagens sintéticas, podemos gerar um número infinito de fotos”, explica Sandra.

Para ela, pesquisas como a do seu grupo podem ajudar em um diagnóstico mais precoce do melanoma. “Se o câncer de pele é detectado precocemente, as chances de cura são de mais de 90%. Se o diagnóstico demora, cai para 14%”, destaca.

Cautela. Para Elimar Gomes, coordenador do grupo de Dermatologia do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, técnicas como a inteligência artificial no diagnóstico de melanoma serão um recurso extra e bem-vindo para o médico, mas não irão substituir o trabalho do especialista. “O computador geralmente apresenta as probabilidades em porcentagens, mas alguém terá de dar a palavra final e decidir se a lesão será removida ou não.”

Gomes diz ainda que, para o câncer de pele, é necessário garantir que os computadores sejam “treinados” com imagens precisas e de qualidade.

“É preciso apresentar uma diversidade de imagens de acordo com a diversidade da população. Um diagnóstico numa população branca pode ser diferente do de uma população negra”, comenta. “A inteligência artificial veio para ficar e deve ajudar muito, como em casos nos quais o acesso ao médico é mais difícil. Mas não deve ser usada isoladamente. Deve ser complementar ao conhecimento adquirido pelo médico ao longo da carreira.”

 

Fonte: Anahp

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1 ano ago Notícias

Aumento de custo médico-hospitalar deve ser de 15%

Patamar deste ano é menor que o de 2019, mas ainda supera em cerca de quatro vezes o IPCA

A inflação médica, que mensura os preços dos serviços médico-hospitalares, deve ficar em 15% neste ano. O indicador é uma das referências para os reajustes dos planos de saúde. O patamar deste ano deve representar uma queda de dois pontos percentuais em relação a 2019, mas ainda supera em cerca de quatro vezes a inflação geral medida pelo IPCA.

Os dados são da consultoria e corretora Aon, que fez o levantamento com base em sua carteira formada por 2,8 milhões de usuários de planos de saúde corporativos, modalidade que representa 65% do mercado.

Este será o segundo ano consecutivo de desaceleração dos custos médicos-hospitalares no Brasil. A performance deve-se, principalmente, à queda da inflação geral, mas também reflete a iniciativa de algumas empresas que estão administrando o convênio médico e a saúde de seus funcionários.

Uma dessas companhias é a GE, que estima para este ano um reajuste de 3,4% nos planos de saúde pós-pagos (valor pago conforme o sinistro) e de 8% nos planos contratados no formato de pré-pagamento (valor fixo) para os seus funcionários.

“Hoje, temos programas criados a partir do perfil epidemiológico dos nossos colaboradores”, disse Marcia Agosti, responsável pela gestão de saúde da GE, cuja carteira é formada por 22 mil usuários.

No entanto, casos como o da GE ainda são exceção. A maior parte das companhias que oferece plano de saúde a seus empregados – há 31,8 milhões de usuários de planos corporativos no país – não possui iniciativas nesse sentido.

A inflação médica brasileira é uma das mais altas do mundo. Neste ano, a Aon estima que a variação do custo médico globalmente será de 8% e na América Latina, de 13,1% – percentuais acima dos 15% previstos para o Brasil.

Além da inflação médica, que já é elevada, o cálculo de reajuste do plano de saúde considera também a frequência de uso do convênio que, por sua vez, também vem aumentando nos últimos anos. Segundo a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), entre 2013 e 2018, houve um crescimento anual de 5,4% na utilização do plano de saúde.

Essa alta na frequência chama atenção porque, segundo especialistas do setor, o envelhecimento da população brasileira ainda não atingiu patamares tão elevados a ponto de provocar esse aumento de mais de 5%. Além disso, é cada vez maior o controle sobre o uso do plano, com a cobrança de coparticipação. Também há uma migração crescente para operadoras verticalizadas como Hapvida e NotreDame Intermédica. De acordo com dados da corretora It’s Seg, o paciente de uma operadora totalmente verticalizada realiza 1,1 exame e 0,13 terapia por consulta. Os clientes de operadoras com rede 100% credenciada fazem 4,58 exames e 0,8 terapia a cada consulta médica.

“Temos um sistema de saúde deficitário. Não há um prontuário médico unificado no país que mostre o histórico do paciente. Com isso, ele acaba repetindo consultas, exames e encarecendo o sistema”, afirma Paulo Jorge Rascão Cardoso, vice-presidente executivo de saúde e benefícios da Aon Brasil.

Além da questão estrutural apontada por Cardoso, representantes do setor enumeram outros fatores que contribuem para o maior uso do plano de saúde: o envelhecimento da população, o surgimento de novos tipos de exames, o incentivo a programas de prevenção, que demandam mais exames num primeiro momento, e a ameaça de perda de emprego, que faz o funcionário antecipar os procedimentos médicos.

Outra razão apontada é a maior quantidade de usuários doentes no sistema. Com a crise econômica, muitas pessoas saudáveis abriram mão do plano de saúde. No entanto, essa lógica não se repete com pacientes doentes. É comum que muitos deles, mesmo com problemas financeiros, permaneçam com o convênio, o que acaba desequilibrando o sistema de mutualismo em que os mais saudáveis subsidiam os pacientes doentes.

Não bastasse, o setor de saúde ainda atua num modelo de remuneração de conta aberta (fee for service) – quando um lado ganha, o outro perde. As operadoras, por exemplo, têm maior lucro se hospitais, laboratórios e clínicas tiverem menor receita.

Fonte: Anahp

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1 ano ago Notícias

SUS discute distribuição gratuita de remédio para hipertensão pulmonar

Foi prorrogado em dez dias o prazo para os interessados enviarem ao Ministério da Saúde sugestões para a distribuição gratuita, pela rede pública, do remédio riociguate, para hipertensão pulmonar tromboembólica (HPTEC). Prevista inicialmente para terminar hoje (6), a consulta pública agora vai até o dia 17 de janeiro. As contribuições podem ser encaminhadas por formulário disponível na internet.

Segundo o fabricante, a indústria farmacêutica Bayer, o medicamento é indicado para o tratamento de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica em casos não cirúrgicos ou persistentes/recorrentes. O medicamento pode ser encontrado em farmácias por um valor médio de R$ 9 mil por caixa com 42 comprimidos.

Em fevereiro de 2018, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou que o riociguate não fosse incluído na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas decisões relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a comissão apontou que, devido a “incertezas importantes nas evidências apresentadas em relação à eficácia em longo prazo” e a “fragilidades dos estudos econômicos”, “o conjunto de evidências apresentado [pela Bayer] não demonstrou que o riociguate seria custo-efetivo para incorporação no sistema de saúde do Brasil”.

A partir da proposta da própria fabricante, a Conitec estima que, em cinco anos, a incorporação do riociguate, se aprovada, custará R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos. “Tal valor é ainda considerado alto comparado às demais tecnologias avaliadas pela Conitec”, aponta a comissão. O grupo técnico admite que no SUS, apesar de haver protocolo clínico para o tratamento da hipertensão pulmonar do grupo 1, a chamada Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), não há tratamento medicamentoso específico para a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica.

Ao divulgar a consulta pública que se encerra hoje, o Ministério da Saúde, diz que, apesar de dados clínicos indicarem que o uso do medicamento é capaz de proporcionar uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, “os estudos trazem evidências de que essa opção terapêutica não aumenta a sobrevida” dos mesmos. “Além disso, não são conhecidos dados sobre os resultados do medicamento a longo prazo”, frisa o ministério.

Apesar da recomendação preliminar da Conitec e da ressalva do próprio ministério, o assunto foi colocado em consulta pública conforme determina a legislação. A consulta aos interessados é uma das etapas do processo de incorporação ou não de um novo tratamento na rede pública de saúde. Todas as sugestões, depoimentos ou recomendações apresentadas por especialistas e demais interessados são analisadas pela comissão, a quem compete organizar as contribuições e anexá-las ao seu relatório final sobre o assunto, que é então encaminhado ao Ministério da Saúde, a quem cabe a palavra final.

A recomendação da Conitec pela não-inclusão do riociguate à lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS motivou a Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (Abraf) a, já em dezembro de 2018, recorrer da manifestação. Além disso, a divulgação do relatório da Conitec por ocasião da abertura da consulta pública, em 16 de dezembro de 2019, foi alvo de críticas de pacientes e parentes de pessoas com hipertensão pulmonar. Apontando a inconveniência de realização da consulta durante o período de festas de fim de ano, eles solicitaram a prorrogação do prazo final para envio das contribuições.

Obstrução de artérias

A hipertensão pulmonar tromboembólica crônica é causada pela obstrução das artérias por coágulos sanguíneos. Segundo o Ministério da Saúde, isto aumenta a resistência e dificulta a circulação sanguínea, provocando aumento da pressão nas artérias que levam o sangue do coração para os pulmões. Consequentemente, o coração tem que fazer um esforço maior para vencer essa resistência, o que a longo prazo pode levar à falência do órgão.

O tratamento não medicamentoso adotado no SUS é a cirurgia de remoção do trombo. Já o medicamentoso é usado para os casos em que a cirurgia não pode ser realizada ou para aqueles em que há persistência da doença mesmo após o procedimento cirúrgico. A partir dos estudos apresentados pela Bayer, o Ministério da Saúde concluiu que o riociguate é capaz de promover a dilatação dos vasos sanguíneos, diminuindo a hipertensão pulmonar, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Fonte: Agencia Brasil

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1 ano ago Notícias

Plataforma apoia recém-formados do setor da saúde

A CliniClick auxilia médicos, dentistas, nutricionistas e psicólogos em início da carreira a sublocar consultórios e salas equipadas

 

Mais de 1,2 milhão de estudantes concluíram o ensino superior no Brasil em 2018, segundo o Inep. Entre as carreiras mais procuradas estão Medicina e Psicologia, por exemplo. Essa procura se deve ao crescimento acelerado do mercado de saúde que atualmente emprega cerca de 12 milhões de pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde.

A CliniClick percebeu, nesse setor, a carência de uma alternativa para facilitar o processo de sublocação de consultórios, uma das maiores dificuldades desses milhões de recém-formados. Na prática, a plataforma on-line possibilita ao estudante sair da faculdade com acesso a salas prontas para alugar e já começar a exercer sua profissão. Isso sem a necessidade de fiador, depósito ou seguro e a possibilidade de sublocar por dia e período, ou seja, terça de manhã, por exemplo. “Quando começa a trabalhar o profissional ainda está construindo a sua carteira de pacientes. Então, ele pode fazer o aluguel do consultório somente por um ou dois períodos na semana e aumentar gradativamente conforme for evoluindo na profissão.” explica Rafael Valente, CEO e um dos sócios-fundadores da CliniClick.

O trabalho da empresa veio para profissionalizar esse mercado, simplificando e dando segurança aos profissionais da saúde, tanto aos que buscam uma sala de atendimento, como aos que têm um espaço parado que, antes, era apenas despesa e agora pode ser rentabilizado. “A assinatura do contrato é digital, com validade jurídica, para agilizar a formalização. Inclusive, já está incluso um seguro de danos para a sala durante o período locado.” reforça o CEO.

Fonte: Medicina S/A

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1 ano ago Notícias

Lei garante recursos para pesquisa de remédios contra doenças raras

Nova legislação garante 30% dos recursos do Programa de Fomento à Pesquisa da Saúde para a pesquisa de medicamentos, vacinas e terapias

Foi publicada a Lei 13.930/19, que reserva pelo menos 30% dos recursos do Programa de Fomento à Pesquisa da Saúde para a pesquisa de medicamentos, vacinas e terapias para doenças raras ou negligenciadas pela indústria farmacêutica.

A norma é oriunda do Projeto de Lei 6566/13, do Senado, aprovado pela Câmara dos Deputados em julho. O texto foi vetado, integralmente, pelo presidente da República em outubro, mas, no fim de novembro, deputados e senadores derrubaram o veto, retomando a regra aprovada pelo Congresso.

O governo argumentava que, apesar de meritória, a proposta poderia “comprometer o fundo e o financiamento e o pagamento de projetos e pesquisas em andamento”.

Raras x neglicenciadas

Doenças raras são aquelas com baixíssima incidência na população: afetam até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos.

Já as doenças negligenciadas são aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas que atingem principalmente populações de baixa renda, como a leishmaniose e a doença de Chagas.

O texto altera a Lei 10.332/01, que instituiu programas de incentivo à pesquisa no País. De acordo com essa lei, o Programa de Fomento à Pesquisa em Saúde recebe 17,5% da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre valores envolvidos no pagamento de royalties de transferência de tecnologias, exploração de patentes e marcas e afins.

Com a nova lei, 30% desse recurso será destinado a pesquisas de remédios para doenças raras.

Fonte: Medicina S/A

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