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Monthly Archives: maio 2020

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9 meses ago Notícias

Covid: Hospitais especializados adotam medidas de segurança

Os hospitais especializados, diferentemente dos que atendem exclusivamente os casos da Covid-19, o novo coronavírus, são locais menos arriscados para buscar atendimento quando se faz necessário. Mais que isso: a maioria, como o Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), intensificou as suas medidas de desinfecção, além de criar comissão específica apenas para cuidar da segurança dos pacientes e funcionários durante a pandemia.

“A nossa rotina mudou bastante. Redobramos um cuidado já existente, acrescentando mais EPIs (equipamentos de proteção individual) e um aumento na frequência de desinfecção do ambiente”, afirma Elizana Silva, enfermeira do controle de infecções do Hospital INC. “Além disso, até mesmo os funcionários da área de triagem agora contam com roupas exclusivas com descarte após o turno e utilizam máscaras e face shield (proteção facial)”.

Tudo isso tem um porquê: identificar precocemente os casos suspeitos de Covid-19 e garantir um ambiente seguro para os demais atendimentos evitando a contaminação cruzada, em um momento que as pessoas têm receio de sair de suas casas. No caso da neurologia, há casos que precisam ser tratados de forma urgente e precisam do atendimento presencial. Por isso, separamos uma lista de ações que os hospitais especializados, como o INC, estão realizando para a manutenção desses serviços essenciais:

  1. Recomendação aos pacientes e terceiros ao sair de suas casas

O cuidado começa pela consciência de cada um. Por isso, o Hospital INC já realiza uma abordagem inicial, em uma consulta ou agendamento cirúrgico, orientando seus pacientes a realizarem as medidas de assepsia ao sair de casa, assim como o uso obrigatório da máscara. E os cuidados começam desde o momento que qualquer pessoa acessa as dependências do hospital, já no primeiro contato, nas recepções e portaria.

“Os serviços terceiros também recebem orientações, treinamentos e utilizam das medidas instituídas no hospital INC, adaptando e replicando em suas rotinas, para os seus funcionários”, detalha Elizana.

  1. Uma comissão criada especialmente para combate à Covid-19

A instituição já possuía uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) ativa, coordenada pela infectologista Mireille Spera e recentemente foi criada uma Comissão Multiprofissional, composta por 17 membros, exclusivamente para a implementação de ações de combate e prevenção à Covid-19 dentro das dependências do Hospital e que atualiza diariamente, as orientações e reforça as medidas que aumentam a eficácia dos cuidados. “A Comissão foi e é responsável pelas medidas que foram e vem sendo realizadas em todo o hospital, como a mudança da triagem”, conta Elizana.

  1. Mudança no fluxo de atendimentos e nova forma de triagem

O Hospital INC alterou fluxos de atendimento no PA (pronto atendimento), internação e cirurgias. Agora, os pacientes com suspeita inicial de Covid-19 são atendidos em um consultório externo, separado de outros. Caso necessitem de internação, são direcionados para uma ala exclusiva, sempre mantendo o distanciamento social.

“Além disso, temos novos acessos e infraestruturas locais e remotas para consulta. Assim, podemos realizar também as teleconsultas, que são 100% seguras”, conta Elizana.

  1. EPIs, cuidado redobrado e aferição de temperatura

Na instituição, o uso de EPIs (equipamento de proteção individual) e demais ferramentas já existiam, mas foi intensificado. Agora, todos os profissionais de atendimento direto ao paciente e público externo utilizam máscaras cirúrgicas e profissionais sem contato direto ao paciente utilizam máscara de tecido. A higienização dessas máscaras de tecido é de responsabilidade do hospital para garantir a correta descontaminação. Para procedimentos com geração de aerossóis o hospital também conta com máscaras N95 que garante filtração maior e segurança para toda equipe.

Ocorre, também, a aferição da temperatura das pessoas no local, assim como a solicitação que lavem as mãos ao chegar, com água e sabão.

“Os funcionários e demais profissionais do INC receberam orientação e treinamento sobre os protocolos de higiene, cuidados com pacientes, novos fluxos e procedimentos”, diz Elizana.

“Os refeitórios, parte importante do Hospital, agora possuem marcações para distanciamento social, assim como a redução de cadeiras para garantir um número restrito de pessoas no mesmo período para evitar aglomerações e há orientações constante”.

  1. Funcionários do grupo de risco ficam em casa

O setor de recursos humanos do INC fez um levantamento detalhado, observando atentamente os grupos – como pessoas acima de 60 anos, com comorbidades ou gestantes – que se enquadravam no grupo de risco da Covid-19. Inicialmente, essas pessoas tiveram suas férias adiantadas, a fim de preservar a sua saúde, algumas delas estão afastadas e outras trabalhando em home Office.

Fonte: Medicina S/A

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9 meses ago Notícias

Observatório: Setor hospitalar privado deve ter retração de 30% em 2020

Todos os anos, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) reúne informações administrativas e assistenciais de seus membros para traçar um panorama do setor de saúde suplementar do Brasil, que compõem o Observatório. Em sua 12º edição, no documento apresentado durante live com executivos da entidade, é possível verificar resultados positivos nas principais áreas de 119 hospitais privados. Entretanto, para este ano, com a pandemia da Covid-19, as projeções não são otimistas.

Para Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Anahp, o Observatório é uma referência importante. “Exatamente por estarmos vivendo tempos difíceis na saúde, estamos mantendo o nosso compromisso de transparência ao lançar o anuário, sem nos esquecermos, é claro, do cenário atual”.

Devido à redução dos procedimentos eletivos, já no primeiro quadrimestre deste ano, foi observada uma queda de 11,46% na taxa de ocupação dos hospitais, comparado ao mesmo período do ano passado. “Se analisarmos apenas o segundo bimestre, a redução foi ainda maior: 12,08%. Um índice muito alto que representa também o receio da população de cuidar integralmente de sua saúde em um momento de pandemia, o que pode gerar consequências em médio prazo para o seu bem-estar”, explica o médico Ary Ribeiro, editor da publicação

Além de Eduardo Amaro e Ary Ribeiro, o lançamento do Observatório 2020 contou com a participação de Henrique Neves, vice-presidente, e Marco Aurélio Ferreira, diretor-executivo da Anahp, que moderou a live transmitida pelo canal do Youtube da entidade.

O Observatório 2020 também já está disponível para download do conteúdo na íntegra em http://conteudo.anahp.com.br/observatorio-2020. Confira abaixo uma análise dos principais indicadores:

Empregabilidade: contratações de funcionários cresceu 13,7% em 2019

Na contramão de outros setores da economia, apesar das dificuldades financeiras observadas em 2020 por conta da pandemia da Covid-19, hospitais associados continuam contratando profissionais de saúde.

O setor é responsável pela segunda posição entre os principais geradores de emprego. Segundo dados do Observatório, em 2019 os membros da Anahp totalizaram um crescimento de 13,7% em relação ao ano anterior, atingindo quase 200 mil trabalhadores (de 173.644 para 197.446). “O número atual de funcionários dos associados corresponde a 15,70% do total de empregados formais no setor de atividades de atendimento hospitalar”, conta o presidente do Conselho Administrativo da Anahp, Eduardo Amaro.

Já a taxa de admissões pelo efetivo total (quadro de pessoal ativo) apresentou o terceiro ano consecutivo de crescimento (era de 1,83% em 2017, subiu para 1,96% em 2018 e para 2,01% em 2019). O movimento está alinhado com a geração de vagas formais no setor hospitalar do país, com significativa melhora nos anos de 2018 e 2019.

“Nos primeiros quatro meses de 2020, em que observamos um momento conturbado em todos os setores da economia por conta da pandemia do novo coronavírus, o setor hospitalar, apesar das dificuldades de sustentabilidade financeira que vem enfrentando, ainda mantém um saldo positivo na geração de empregos”, explica Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Anahp. Esse crescimento é justificado, principalmente, pela natureza da atividade no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, bem como ao aumento do número de afastamentos dos profissionais de saúde por conta da Covid-19, seja por pertencer a um público de risco, seja pela contaminação pelo vírus. Entre janeiro e abril de 2020, foram geradas 4.700 vagas entre os associados à Anahp

Uma pesquisa realizada pela Associação indica que o custo de pessoal, atualmente 38% das despesas totais dos hospitais, terá um aumento estimado de 3% em 2020, como consequência da necessidade de contratação de mão de obra temporária para assumir as atividades dos profissionais contaminados.

Epidemiologia: pandemia muda perfil das internações

No ano passado, as doenças respiratórias foram a principal causa de internação nos hospitais membros. Nos primeiros quatro meses de 2020, no entanto, além da queda de quase 20% nas internações, são observadas mudanças que podem colocar em risco a vida de pacientes com patologias crônicas.

O Observatório 2020 aponta que, no ano passado, as doenças relacionadas ao aparelho respiratório (10,45%) e geniturinário (9,31%), seguida pelas do trato digestivo (9,31%), foram as que levaram a maior quantidade de pacientes a permanecer nos hospitais.

Em 2020, com a pandemia do novo coronavírus e as recomendações dos órgãos responsáveis – como Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde (OMS) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – para suspensão de procedimentos e exames eletivos, observa-se, nos primeiros quatro meses do ano, uma mudança importante no perfil das internações e no comportamento da população.

“Quando analisado o perfil epidemiológico das instituições Anahp, verifica-se uma queda de 18,1% no total de internações, comparando os meses de janeiro a abril de 2019 com o mesmo período em 2020. É perceptível, no entanto, um aumento de 27,9% nas internações relacionadas a doenças infecciosas – onde está classificada a Covid-19- enquanto que, doenças crônicas como neoplasias e doenças do aparelho circulatório e nervoso – onde estão classificados os canceres e doenças como infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, dentre outras doenças de tratamento contínuo- tiveram queda de 23,2%, 20,9% e 26,6%, respectivamente”, revela o editor do Observatório da Anahp, Ary Ribeiro.

Ao longo do ano de 2019, foram realizados 107.746.532 exames, destes 75,56% foram de pacientes que estavam internados. Segundo estimativas da Anahp, devido às recomendações de cancelamento de eletivas e demais procedimentos, haverá em 2020 uma queda de 32% desses exames.

A Anahp chama a atenção para esta mudança no perfil das internações, uma vez que estes pacientes crônicos que não estão recorrendo aos serviços de saúde para acompanhamento adequado de suas patologias estão colocando a sua vida em risco e abrindo mão da possibilidade de identificação precoce de doenças graves e da possibilidade de cura.

Finanças: receita bruta cresceu em 2019, mas pode cair 30% em 2020

Ao longo dos últimos anos, os hospitais têm registrado aumento da receita bruta, o que impacta significativamente em geração de emprego, investimentos em novas tecnologias, pesquisas e tratamentos.

Em 2019, os hospitais associados atingiram a casa de R﹩ 40,1 bilhões, um crescimento de 3,88% comparado ao ano anterior. O valor representa 24,2% do total das receitas hospitalares do sistema suplementar.

Porém, em 2020, segundo projeção elaborada pela Anahp em parceria com a consultoria Compass, a receita dos hospitais associados terá redução de 30%, passando de um cenário esperado de R$ 43,7 bilhões antes da pandemia para R﹩ 30,6 bilhões nas condições atuais, considerando até junho a retomada dos procedimentos eletivos, que representam cerca de 45% das receitas dos hospitais.

“Apenas nos quatro primeiros meses do ano, a redução da receita hospitalar atrelada ao aumento das despesas variáveis e manutenção das despesas fixas gerou um resultado financeiro 25,67% menor, quando comparado ao mesmo período do ano anterior”, explica o vice-presidente do Conselho Administrativo da Anahp, Henrique Neves.

Aliado ao cenário de queda da receita, o setor está diante de um aumento significativo nos preços de insumos, como equipamentos de proteção individual (EPIs), que ultrapassou 500% de alta, além de um crescimento expressivo do consumo desses materiais de mais de 200%.

Dados regionais reiteram a força da saúde suplementar no Sudeste

Segundo a 12ª edição do Observatório, a região Sudeste é a que apresenta o maior número de beneficiários de planos de saúde, atingindo 28.658.511 e respondendo por 60,79% do mercado de planos médico-hospitalares do país (47.039.728). Mas também é a que mais apresentou queda, com 5,71% a menos em 2019 em relação a 2018. É a que tem o maior percentual da população coberta por planos privados de saúde, com 35%. Já a região Norte, no entanto, é a que tem a menor taxa de cobertura, com 10,40%.

Apesar de a região Sudeste apresentar a maior proporção de idosos (pessoas com 60 anos ou mais) na população de beneficiários, com 15,12% em dezembro de 2019, foi o Sul que atendeu mais pacientes acima de 75 anos (13,39%). Talvez isso explique a média de permanência (dias) de internação da região (4,10) ser maior do que a média nacional (4,04). Já o Norte e o Centro-Oeste foram responsáveis pelo maior número de pacientes com idade entre 30 e 59 anos (43,73%). O Norte apresenta a menor proporção de idosos entre os beneficiários, sendo 23,82% com até 14 anos. Já a região Nordeste foi responsável pelo maior número de casos de pacientes na menor faixa etária (0 a 14 anos), com 18,63%.

O Centro-Oeste registra a maior participação de planos coletivos (83,93%), sendo 69,61% dos coletivos empresariais e 14,32% dos coletivos por adesão. Já o Nordeste apresenta a maior proporção de beneficiários com planos individuais ou familiares (26,70% do total), puxando para cima a média nacional

Interessante notar que percentual de saídas hospitalares das doenças respiratórias é maior na região Sudeste (11,36%), o que pode estar associado à maior incidência dessas doenças em grandes centros urbanos, com pior qualidade do ar. O índice também é alto no Sul, atingindo 10,56%, ambos maiores que a média nacional, que é de 10,45%. Já o menor índice é do Nordeste, com 5,99%, seguido pelas regiões Norte e Centro Oeste, com 8,64%.

Outras saídas que merecem destaque são: geniturinário (Norte e o Centro-Oeste, 12,19%; Sudeste, 10,28%; Nordeste, 10,16%, todas maiores que a média nacional de 9,88%, enquanto o Sul ficou abaixo, com 8,47%); e digestivo (Norte e o Centro-Oeste, 11,11%, Sudeste, 9,48%, e Nordeste com 10,63%, todos maiores que a média nacional 9,31%, contrastando com o Sul, com 8,13%).

A maior taxa de ocupação é a do Norte e Centro-Oeste, com 79,93%, acima da média nacional (76,96%), assim como a do Sudeste, com 77,72%. A menor é a do Sul, com 75,20%. O Nordeste está quase igual à média nacional, com 76,97%.

Fonte: Medicina S/A

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10 meses ago Notícias

Ministério da Saúde inclui cloroquina em tratamento de casos leves da doença

O Ministério da Saúde incluiu hoje (20) a cloroquina, e seu derivado hidroxicloroquina, no protocolo de tratamento para pacientes com sintomas leves de covid-19. De acordo com o documento divulgado pela pasta, cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a substância, sendo necessária também a vontade declarada do paciente, com a assinatura do Termo de Ciência e Consentimento.

O governo alerta que, apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de terem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, ainda não há resultados de “ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o beneficio inequívoco dessas medicações para o tratamento da covid-19”.

Governo destina R$ 10 bilhões para ações contra novo coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória (MP) que libera R$ 10 bilhões para o Ministério da Saúde para ações de enfrentamento ao novo coronavírus, causador da covid-19, no país.

Fonte: AGENCIA BRASIL

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10 meses ago Notícias

IMPORTANTE RECOMENDAÇÃO AOS FILIADOS DO SINDESSERO

Prezados,

O SINDICATO DOS ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DO ESTADO DE RONDÔNIA – SINDESSERO, Entidade Sindical Patronal, devidamente inscrito no CNPJ sob o nº 02.593.095/0001-20, com sede sito à Rua Elias Gorayeb, nº 1225, Bairro Nossa Senhora das Graças, na cidade de Porto Velho/RO, vem respeitosamente a presença de seus filiados afim de encaminhar importante recomendação referente ao OFÍCIO n. 17434.2020/COORD1, e RECOMENDAÇÃO N.º17433.2020, afim de que sejam adotadas as medidas necessárias visando a conscientização dos empresários que compõe a categoria, para que estejam cientes de:

1) celebrarem acordo individual para redução proporcional de salário e jornada e para suspensão contratual apenas se realmente necessário para a atividade empresarial;

2) cumprirem fielmente os acordos individuais de redução de jornada e de suspensão contratual, pois, do contrário, poderá ocorrer responsabilização trabalhista e penal, considerando a configuração de fraude à Medida Provisória 936/2020.

Assim, ante o exposto informamos aos filiados para que tomem as medidas necessárias para atendimento integral ao OFÍCIO n. 17434.2020/COORD1, e RECOMENDAÇÃO N.º17433.2020, desta forma dando ciência de todos sindicalizados quanto a conscientização dos mesmos, para que não haja ocorrência de fraude à Medida Provisória 936/2020.

No mais, aproveitamos a oportunidade para renovar nossos protestos de estima e consideração.

Cordialmente,

RAFAEL AUGUSTO FREITAS DE OLIVEIRA

Presidente do SINDESSERO

 

José Cristiano Pinheiro

OAB/RO 1529 / OAB/AM A1226

 

Valéria Maria Vieira Pinheiro

OAB/RO 1528

 

SEGUE RECOMENDAÇÃO N.º17433.2020 ABAIXO:

0001 0002

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10 meses ago Notícias

Novo protocolo para cloroquina sai nesta quarta, para ser usado no início do tratamento da covid-19

Medicamento deverá ser usado no início do tratamento da covid-19

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Ministério da Saúde vai publicar, nesta quarta-feira (20), um novo protocolo para o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina, desde os primeiros sintomas em pacientes diagnosticados ou suspeita de contrair o novo coronavírus. A declaração foi dada por Bolsonaro durante uma entrevista concedida ao jornalista Magno Martins, de Pernambuco, nas redes sociais.

“Amanhã cedo, o ministro da Saúde vai assinar o novo protocolo da cloroquina. O último protocolo era de 31 de março, permitia a cloroquina apenas em casos graves. E agora não, esse novo protocolo é a partir dos primeiros sintomas. Quem não quiser tomar não toma”, afirmou.

No final de março, o Ministério da Saúde incluiu em seus protocolos a sugestão de uso da cloroquina em pacientes hospitalizados com gravidade média e alta, mas mantendo a norma corrente na medicina de que cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a substância ao paciente. A pasta também distribuiu ao menos 3,4 milhões de doses do medicamento para os sistemas de saúde dos estados.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recomendou o uso da droga, mas autorizou a prescrição em situações específicas inclusive em casos leves, a critério do médico e em decisão compartilhada com o paciente.

Novo ministro

Sobre a indicação de um novo ministro da Saúde, Bolsonaro disse que não tem pressa e fez elogios ao interino na pasta, o general Eduardo Pazuello. Segundo o presidente, Pazuello seguirá no comando da pasta.

“Por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem, uma pessoa inteligente. É um gestor de primeira linha, graças a ele tivemos a Olimpíada do Rio de Janeiro. Ele foi o coordenador da Operação Acolhida, do pessoal que vem da Venezuela”, destacou.

General do Exército, Pazuello foi nomeado para o segundo cargo mais alto da hierarquia ministerial no último dia 22, após Nelson Teich assumir o ministério no lugar de Luiz Henrique Mandetta e deixar o cargo em pouco menos de um mês.

Especialista em Logística, o militar foi coordenador logístico das tropas do Exército durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de ter coordenado a Operação Acolhida, que presta assistência aos imigrantes venezuelanos que chegam a Roraima fugindo da crise política e econômica no país vizinho.

Volta do futebol

Durante a entrevista, o presidente também comentou que recebeu mais cedo, no Palácio do Planalto, os dirigentes do Flamengo e do Vasco da Gama, clubes que defendem a volta do futebol no país, paralisado em função da pandemia do novo coronavírus. Estiveram com Bolsonaro os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e do Vasco, Alexandre Campello, entre outros integrantes dos clubes.

“Eu conversei com a cúpula do Flamengo, hoje, e tinha também o presidente do Vasco da Gama. Eles querem voltar a jogar futebol. Então, conversamos com o Ministério da Saúde, para ter um protocolo para abrir, ter um certo regramento, começa sem ninguém na arquibancada”, afirmou o presidente.

Fonte: Agência Brasil

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10 meses ago Notícias

No Brasil, 31.790 profissionais de saúde contraíram covid-19

O secretário-substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, participou hoje (14) de entrevista no Palácio do Planalto sobre covid-19 no Brasil. Ele apresentou dados captados pelo SUS Notifica, sistema criado no início da pandemia para reunir os dados sobre o novo coronavírus no país.

Segundo o secretário, até o momento foram identificados 199.768 profissionais de saúde com suspeita de covid-19. Destes, 31.790 foram confirmados e 114.301 estão em investigação. Outros 53.677 descartados. Do total dos casos suspeitos, as modalidades mais atingidas são técnicos ou auxiliares de enfermagem (34,2%), enfermeiro (16,9%), médico (13,3%), recepcionista (4,3%).

Tendência de alta

Eduardo Macário ressaltou que o Brasil passou a França em número de casos. De acordo com o gráfico, o Brasil apresenta uma tendência de alta, assim como os Estados Unidos, enquanto outros países com grande número de casos já sinalizam uma tendência de queda.

Distribuição dos óbitos por covid-19 em sete países com mais casos confirmados.

Distribuição dos óbitos por covid-19 em sete países com mais casos confirmados. – Ministério da Saúde

“Estamos numa tendência crescente principalmente por conta do quantitativo de testes assim como a transmissão que está ocorrendo em várias cidades. Estamos em uma ascendência no número de óbitos [por covid-19], mostrando que situação epidemiológica é de alerta no Brasil. Não há perspectiva de estabilização ou diminuição”, pontuou o secretário.

Essa avaliação, acrescentou, serve para os gestores locais balizarem suas medidas e para que a população tome os devidos cuidados para evitar a infecção. Ele defendeu a estratégia de testar, identificar os infectados e isolar os contatos.

Contudo, não comentou as medidas de distanciamento mais rígidas sendo adotadas por diversos estados e cidades nem informou como ficou a situação das orientações para o distanciamento cuja versão preliminar foi anunciada na segunda-feira(11). Ontem o Ministério da Saúde cancelou a entrevista coletiva diária sob a alegação de que não havia conseguido consenso com secretários estaduais e municipais.

Estados e cidades

De acordo com o mapa do Ministério da Saúde, em 2.988 cidades do país já foram registrados casos da doença. E em outros 1.087 municípios já ocorreram óbitos por conta da covid-19. A equipe da pasta também elaborou levantamento para identificar a velocidade de avanço da pandemia, considerando a evolução a partir do registro do 50º caso. Este indicador não compara o número de casos.

No Brasil, a média de aumento diário dos casos de covid-19 foi de 7,3%. Na Região Nordeste, os estados com maior velocidade de disseminação do vírus são a Paraíba, com 10,4%; e Maranhão, 8,9%. Na Região Norte, os de maior intensidade de aumento da epidemia são Pará (10,4%) e Amazonas (9,1%). No Sudeste, os estados com evolução mais rápida da pandemia são Rio de Janeiro ( 6,4%) e São Paulo (6,1%). No Sul, Rio Grande do Sul (5,8%) e Santa Catarina (5,1%). E no Centro-Oeste, Mato Grosso (7,2%) e Distrito Federal (6,8%).

Testes de covid-19

Macário declarou que foram distribuídos até agora três milhões de testes. Segundo ele, agora o momento é da 2ª fase, para a qual está previsto o encaminhamento de sete milhões de testes de laboratório (PCR) e 9,5 milhões de kits para exames sorológicos. Até o fim do ano, a previsão é chegar a 46 milhões realizados. De acordo com o representante do Ministério da Saúde, 128 mil exames ainda estão em processamento.

Veja na íntegra

No boletim divulgado ontem (13) pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrava 13.149 mil mortes por covid-19. Já os novos casos confirmados totalizaram 188.974. Do total de casos confirmados, 97.402 (51,4%%) estão em acompanhamento e 78.424 (41,5%) foram recuperados. Há ainda 2.050 mortes em investigação.

 

Fonte: Agencia Brasil

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10 meses ago Notícias

Mais de 50% dos adultos têm fator de risco para ter covid-19 grave

Uma parcela de 54,5% da população adulta brasileira, ou cerca de 86 milhões de pessoas, apresenta ao menos um fator de risco para manifestações graves da covid-19, de acordo com estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Entre os adultos que concluíram somente a primeira etapa do ensino fundamental, que representam na pesquisa a parcela da população com menor nível socioeconômico, esse índice chega a 80,2%.

Foram considerados fatores risco ter mais de 65 anos, doenças crônicas – cardiovasculares, diabetes, hipertensão e doença pulmonar obstrutiva crônica -, cânceres diagnosticados há menos de cinco anos, realização de diálise ou outro tratamento para doença renal crônica, obesidade, asma moderada ou grave e tabagismo.

Se considerados apenas os brasileiros com menos de 65 anos, essa proporção ainda é alta e chega a 47%. Entre os brasileiros com mais de 65 anos, 75,9% apresentaram pelo menos outro fator de risco para os casos graves da doença. Os pesquisadores usaram dados de 51.770 participantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diante dos resultados, o coordenador da pesquisa Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp), avalia que o isolamento social é a melhor medida para este momento.

“Ainda temos poucas informações da parcela da população que já foi infectada pelo vírus e, portanto, quando observamos em um estudo populacional, de amostra representativa da população brasileira, que mais de 50% dos adultos apresenta pelo menos um fator de risco para covid-19 – desses que tem sido relatados na literatura – é bastante preocupante a tentativa de flexibilização, não nos parece a melhor alternativa para esse momento”, disse.

População mais vulnerável

Entre os adultos que concluíram somente a primeira etapa do ensino fundamental, a presença dos fatores de risco para a forma grave da covid-19 foi muito maior do que entre os adultos com nível superior completo. A parcela de 80,2% dos adultos com a primeira etapa do ensino fundamental se encaixou no grupo de risco com pelo menos um fator de risco relacionado com quadros graves da covid-19, enquanto entre as pessoas com nível superior essa proporção foi de 46%.

“Já conhecemos as desigualdades em saúde no Brasil, vários estudos têm relatado isso em outras perspectivas e, dentro da covid-19, temos visto uma discussão muito grande da dificuldade das medidas de isolamento em pessoas em vulnerabilidade social alta, morando, por exemplo, em comunidades, com muitas pessoas por domicílio. Isso já é uma dificuldade para esse grupo e o nosso estudo mostrou que, ainda por cima, pessoas com baixa escolaridade, ou menor nível socioeconômico, também tendem a acumular maior proporção da população no grupo de risco”, disse Rezende.

Outra preocupação do pesquisador é que o grupo com menor escolaridade e mais pobre tende a ser menos diagnosticado sobre condições que são fatores de risco para a covid-19 grave. “É possível que esse grupo ainda tenha um menor diagnóstico de doenças comuns como, por exemplo, diabetes, hipertensão e, portanto, ficamos bastante preocupado com esse resultado, o que sugere que a medida de isolamento social, especialmente para esse grupo, é bastante importante”.

Apesar a possível subnotificação dos fatores de risco por terem menos acesso a serviços de saúde para diagnóstico médico, Rezende destacou o trabalho importante realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento a essa população. “Novamente a pandemia vem ressaltando a importância do SUS nesse contexto. Com o SUS, a atenção primária foi altamente expandida no Brasil e portanto permite para essas pessoas terem, pelo menos, o mínimo de cobertura para assistência à saúde. É possível que seja subnotificado, mas o que vale ressaltar é que, se não fosse o SUS, certamente essa subnotificação seria maior ainda”.

Os pesquisadores analisaram separadamente os dados estaduais e observaram que a proporção da população no grupo de risco é maior no Rio Grande do Sul (58,4%), em São Paulo (58,2%) e no Rio de Janeiro (55,8%). Já os estados com menor proporção foram Amapá (45,9%), Roraima (48,6%) e Amazonas (48,7%). Rezende avalia que os indicadores estaduais podem ser utilizados para orientar gestores públicos em estratégias de prevenção e controle da doença.

 

Fonte: Agencia Brasil

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10 meses ago Notícias

Coronavírus já circulava no Brasil em fevereiro, estima pesquisa

O novo coronavírus já circulava no Brasil na primeira semana de fevereiro, antes mesmo de ter sido confirmado o primeiro caso vindo do exterior, estima uma pesquisa liderada pelo Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Segundo o estudo, a transmissão comunitária do vírus começou por volta de 4 de fevereiro, ao menos 20 dias antes de o primeiro caso ter sido diagnosticado em um viajante que chegou da Itália, em 26 de fevereiro.

A pesquisa indica que a circulação do Sars-CoV-2 já ocorria no Brasil quase 40 dias antes da transmissão comunitária ter sido confirmada em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 13 de março. Como a chegada do vírus precede a transmissão comunitária, os dados indicam que sua introdução no Brasil se deu no fim de janeiro.

Os pesquisadores também analisaram dados internacionais, e sua metodologia confirmou outros estudos que apontam o início da transmissão comunitária na Europa entre meados de janeiro e o início de fevereiro. Em Nova York, epicentro da covid-19 nos Estados Unidos, a transmissão comunitária teria começado no início de fevereiro. Em todos os casos, a circulação do vírus teve início entre duas e quatro semanas antes das primeiras confirmações de casos em viajantes.

O estudo foi publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e contou com a participação do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC/Fiocruz, da Fiocruz-Bahia, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Universidade da República (Udelar), no Uruguai. Diante da urgência de informações científicas sobre a doença, a publicação se deu na seção fast-track dedicada a estudos sobre a pandemia. A íntegra pode ser conferida aqui.

Segundo o estudo, encontrar o início da transmissão comunitária por meio de análises genéticas tem como obstáculo o curto período de tempo desde o início da epidemia e a quantidade limitada de genomas do Sars-CoV-2 que já foram sequenciados na maioria dos países.

Os pesquisadores desenvolveram, então, um método estatístico para estimar o início da transmissão comunitária a partir do número de óbitos nas primeiras semanas. O total de mortes é considerado o dado mais confiável, devido à carência de testes e ao grande número de casos assintomáticos. A partir desse dado, os cientistas consideraram que o tempo médio entre a infecção e o óbito é de três semanas e que a taxa de mortalidade gira em torno de 1%.

Para confirmar a validade do método, o cálculo foi aplicado em casos dos Estados Unidos e da China, onde já havia uma data determinada para o início da transmissão comunitária a partir da análise genética do Sars-CoV-2. Os resultados obtidos com o cálculo estatístico foram semelhantes aos da análise genética.

O IOC destaca que a pesquisa corrobora outras evidências de que o coronavírus começou a circular no Brasil antes do primeiro caso oficialmente confirmado.

Uma delas é a hospitalização de pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), medida pelo sistema Infogripe, da Fiocruz. O número de internações encontra-se acima do observado em 2019 desde meados de fevereiro.

Fonte: Agencia Brasil

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10 meses ago Notícias

Custos de leitos de UTI podem chegar à R$ 1,27 bi por mês

O Brasil soma mais de 100 mil casos confirmados de coronavírus, o número de pessoas infectadas cresce a cada dia e, com ele, a necessidade de internação. Estudo elaborado pelas empresas Planisa, Funcional Health Analytics e Prospera, mostra que o custo diário dos leitos de UTI Adulto, para onde são encaminhados os pacientes da doença com estado grave, será de R$ 42 milhões por dia, acima de R$ 1,27 bilhão por mês, a depender da efetividade da implantação dos novos leitos e seu respectivo custo (leia abaixo sobre a metodologia utilizada). Cerca de 4,7% dos pacientes necessitam de suporte em ambiente de terapia intensiva e 2,3% de ventilação mecânica invasiva.

Atualmente, o Brasil tem 15,3 mil leitos de UTIs Adulto disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde) e 16,7 mil no sistema privado. No estudo, foram considerados dados de 2019 de uma amostra de 106 hospitais, pertencentes ao banco de dados da Planisa, sendo 54% administrados por Organizações Sociais de Saúde; 33% filantrópicos; 7% privados e 6% públicos de administração direta. Ao analisar o custo em cada uma dessas organizações, foi observado o valor médio de R$ 1.934 por dia de internação na UTI Adulto.

Na experiência clínica de médicos intensivistas na gestão dos leitos de UTI Adulto é comum ter na sua ocupação pelo menos 40% dos leitos com pacientes com outras enfermidades, em grau de maior severidade. Com a decisão de suspensão de cirurgias eletivas para todo sistema de saúde, durante o período de pandemia, estima-se que mais de 60% dos leitos de UTI Adulto existentes no sistema de saúde estão disponíveis para tratamento de pessoas com Covid-19. Em março, portaria 414 do Ministério da Saúde autorizou a habilitação de até 2.540 leitos de UTI, para ampliar a rede SUS para atendimento exclusivo dos pacientes Covid-19.

“Ao considerar o custo médio de R$ 1.934 por dia de internação em um leito de UTI, na hipótese de que 40% desses leitos se manterão ocupados por outras enfermidades e cerca de 60% estarão disponíveis para o tratamento da Covid-19, além de que 4,7% dos infectados necessitam de leitos de terapia intensiva, concluímos que a capacidade instalada seria suficiente para tratar uma população de até 408 mil infectados simultaneamente”, fala o diretor técnico da Planisa, Marcelo Carnielo. “Adicionando-se mais 2,54 mil leitos exclusivos para o tratamento da doença Covid-19, nos tornamos preparados para enfrentar o volume de 463 mil infectados simultaneamente”, completa.

O levantamento mostrou ainda um alerta ao uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), onde se observou a utilização limitada do recurso. “O estudo constatou que não é habitual o uso de EPI com a intensidade recomendada no tratamento da Covid-19, o que poderá implicar em custos ainda maiores”, ressalta Carnielo.

Outro ponto constatado sobre a utilização de leitos de terapia intensiva nos casos de pacientes com insuficiência respiratória aguda relacionada ao coronavírus foi de que a necessidade de suporte ventilatório invasivo e intubação orotraqueal é maior que a habitual.

Metodologia

A metodologia de custeio por absorção plena foi utilizada pela Planisa de forma padronizada, a qual considera que todos os custos de produção são alocados ao custo da diária de UTI, incluindo custos diretos e indiretos, ou seja, todos os custos necessários para operação de um leito hospitalar, como investimento com equipes médica e de enfermagem, materiais, medicamentos e serviços de apoio e administrativo, entre outros.

O diretor técnico da Planisa lembra que a estimativa de novos leitos ainda é incerta, uma vez que um conjunto de variáveis pode influenciar no aumento ou na diminuição da demanda por novos leitos de UTI Adulto, como por exemplo, o menor percentual de idosos na população brasileira quando comparada aos países europeus; se há influência do Brasil estar no hemisfério sul; a incerteza da curva de crescimento de novos casos; e os níveis de transmissão distintos entre os Estados.

“Essas projeções são apenas exercícios para estimar a capacidade de leitos de UTI adulto instalados no país e os custos associados a eles”, salienta Carnielo.

 

Fonte: Medicina S/A

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10 meses ago Notícias

Cientista italiana diz ter descoberto o principal mecanismo por trás do COVID-19

Annalisa Chiusolo mostra como a controversa droga hidroxicloroquina pode tornar as pessoas imunes ao vírus, para Pesquisador: “Teoria carece de apoio”.

O COVID-19 danifica a hemoglobina, prejudicando a capacidade dos glóbulos vermelhos de transportar oxigênio por todo o corpo, comprometendo os pulmões e resultando em Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), explicou a estudiosa de farmacologia italiana Annalisa Chiusolo ao The Jerusalem Post .
Se a tese dela estiver correta, resolveria muitas questões importantes sobre o novo coronavírus , como a maior vulnerabilidade dos homens – especificamente os diabéticos do sexo masculino – a ficarem seriamente doentes com o vírus, bem como a menor taxa de contração de mulheres grávidas e crianças COVID-19.

Além disso, a compreensão desse mecanismo pode levar a uma descoberta mais rápida dos medicamentos mais eficazes para tratar o vírus.
Chiusolo é graduado pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Perugia, Itália, e trabalha como farmacêutico no país europeu. Sua teoria foi publicada por alguns dos principais jornais do país, incluindo os diários italianos Il Tempo e Il Giornale .
Ela disse ao Post que o SARS-CoV-2, o nome formal do novo coronavírus, precisa de porfirinas para sua sobrevivência – e provavelmente para sua replicação – para atacar a hemoglobina, a proteína que transporta oxigênio no sangue, que se traduz em menos oxigênio. disponível para o corpo. A conseqüência de menos oxigênio é o acúmulo de dióxido de carbono.

“As células pulmonares se tornam o local da cascata de citocinas, uma enorme resposta imune, responsável pela inflamação aguda do pulmão que caracteriza a pneumonia por COVID-19″, disse ela.

“O valor da hemoglobina no sangue pode ser um parâmetro importante para avaliar a infecção por SARS-CoV-2: nos homens, o valor normal da hemoglobina (Hb) é maior que nas mulheres. Isso explicaria a maior incidência de pneumonia por COVID-19 em homens em comparação com as mulheres, e a menor incidência e melhor prognóstico em crianças e mulheres grávidas, onde os valores de Hb são mais baixos devido à maior necessidade de ferro, o que torna menos disponível essa nutrição. ‘ para o vírus.”

A PNEUMONIA CAUSADA pelo coronavírus também é mais proeminente em pacientes idosos ou pacientes de meia-idade com diabetes, que Chiusolo disse estar ligado ao aumento da hemoglobina glicada.

Como farmacêutico, Chiusolo avaliou em seguida o uso de hidroxicloroquina no tratamento da SARS-CoV-2, que em alguns casos foi encontrado para reduzir hospitalizações por vírus. Atualmente, a hidroxicloroquina é usada no tratamento de doenças autoimunes em todo o mundo, como lúpus e artrite reumatóide, e tem sido usada há anos no tratamento da malária.
Ela disse que, além do efeito antiviral e imunomodulador da droga, ela se liga à ferriprotoporfirina do éster metílico da ecgonina (EME), bloqueando a principal enzima da malária. “Então, achei que esse mesmo mecanismo poderia ser usado contra o SARS-CoV-2 … De fato, um estudo realizado por uma universidade chinesa mostra que o SARS-CoV-2 se liga à cadeia beta da hemoglobina, inibindo o metabolismo dos EME”.
A ferriprotoporfirina é o grupo responsável pela ligação da hemoglobina ao oxigênio.
Na Itália, os principais cientistas estão começando a comentar a teoria de Chiusolo. Giuseppe Ippolito, diretora científica do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas Lazzaro Spallanzani, em Roma, chamou sua hipótese de “sugestiva, mas é necessário aprofundar e pesquisar”.
O Dr. Giovanni Martinelli, diretor científico do Istituto Scientifico Romagnolo para o Studio e o Cura dei Tumori (IRCCS), validou que “muitos dos efeitos da falta de oxigênio em pacientes com COVID podem ser devidos ao deslocamento da protoporfirina Hbs”.
MAS DOUTOR Amiram Goldblum, chefe do Instituto de Modelagem Molecular e Design de Medicamentos para Pesquisa de Medicamentos e do Centro de Projetos Fraunhofer para Descoberta e Entrega de Medicamentos na Universidade Hebraica de Jerusalém, disse que entre os 8.500 documentos apresentados sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, ninguém menciona porfirina ou protoporfirina.

“Até onde eu conheço a redução da pressão de oxigênio em casos graves do ataque SARS-CoV-2, é devido ao bloqueio das células pulmonares de maneira um tanto semelhante ao enfisema – transformando as células em entidades fibrosas e mais rígidas , ”Ele disse ao Post depois de revisar o estudo de Chiusolo.
Ele disse que o primeiro medicamento aprovado pelo FDA, o Remdesivir, da Gilead Pharmaceutical, é indicado apenas nos casos em que a pressão de oxigênio foi reduzida para um nível mais perigoso.
“Se o vírus ‘consome’ a porfirina da hemoglobina, o primeiro efeito deve ser a anemia, que afeta a ingestão de oxigênio, mas também afeta a fraqueza substancial e é facilmente mensurável”, disse Goldblum. “Eu não ouvi nenhum problema com menor hemoglobina em pacientes com COVID-19”.
E o uso da hidroxicloroquina?

Chiusolo disse que a hidroxicloroquina pode atuar como profilática, prevenindo ou limitando os sintomas da doença enquanto aguarda a formulação da vacina que estimula especificamente a resposta de anticorpos do organismo. Ela disse que isso pode tornar o paciente imune ao COVID-19 e / ou limitar seus efeitos colaterais.
A droga está sob investigação em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos, depois que o presidente Donald Trump o chamou no mês passado como uma “mudança de jogo” na luta contra o coronavírus.
A Agência Italiana de Medicamentos (AIFA), a autoridade nacional responsável pela regulamentação de medicamentos na Itália, tem um teste aprovado de hidroxicloroquina em 2.500 pacientes, que começará no início de julho e se concentrará no uso de hidroxicloroquina na profilaxia, disse Chiusolo. O estudo, para o qual os dados preliminares estariam prontos dentro de 16 semanas, analisará se a ingestão preventiva do medicamento diminui a probabilidade de contrair COVID-19 quando alguém entra em contato direto com um paciente positivo.
O papel da hidroxicloroquina na prevenção e combate ao coronavírus também foi objeto de um estudo publicado no The International Journal of Antimicrobial Agents , que descreve como um profissional de saúde infectado com o novo coronavírus viajava livremente dentro de um hospital antes de ser diagnosticado com o vírus.

“Não foi possível colocar em quarentena todos os que entraram em contato com o profissional de saúde”, disse Chiusolo. Assim, eles trataram 211 profissionais de saúde e pacientes com hidroxicloroquina. Após 10 dias, ninguém apresentou resultado positivo para o coronavírus.
Além disso, Chiusolo disse ao Post , a Sociedade Italiana de Reumatologia entrevistou 1.200 reumatologistas em toda a Itália para coletar estatísticas sobre contágios. De uma audiência de 65.000 pacientes com lúpus crônico e artrite reumatóide que tomam sistematicamente hidroxicloroquina, apenas 20 pacientes apresentaram resultado positivo para o vírus.
“Ninguém morreu, ninguém está em terapia intensiva, de acordo com os dados coletados até agora”, disse Chiusolo.

No entanto, ela admitiu que a droga é conhecida por ter alguns efeitos colaterais graves, especialmente para pacientes com doença cardíaca.
O medicamento foi recentemente associado ao aumento do risco de arritmia cardíaca em pacientes com COVID-19 por uma equipe de pesquisa do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) em Boston.
“A evidência acumulada é que existem dados limitados para sugerir eficácia e há evidências crescentes que sugerem toxicidade”, disse Howard Gold, médico de doenças infecciosas do BIDMC, sobre o medicamento hidroxicloroquina em uma entrevista publicada pelo Boston Herald .
O estudo do BIDMC avaliou 90 adultos infectados com o novo vírus, cada um dos quais recebeu pelo menos um dia de tratamento com hidroxicloroquina, que pode permanecer no corpo por até três semanas, segundo Gold.

“Os cientistas são muito abertos a idéias revolucionárias”, disse Goldblum, mas ele observou que “a ciência é construída em etapas … Eles devem ter algum apoio. Na minha opinião, atualmente não há nenhum. ”

 

 

Fonte: TheJerusalemPost

Tradução: Google Tradutor

(https://www.jpost.com/health-science/italian-scientist-says-she-discovered-main-mechanism-behind-covid-19-626737)

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