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Monthly Archives: agosto 2020

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6 meses ago Notícias

China recomenda uso de cloroquina contra Covid-19

A Comissão Nacional de Saúde da China recomendou o uso de cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19, informa o South China Morning Post.

Na primeira atualização que faz de suas “diretrizes de tratamento” desde março, o órgão ressalva:

“Alguns medicamentos podem demonstrar um certo grau de eficácia para o tratamento em estudos de observação clínica, mas não existem medicamentos antivirais eficazes confirmados por ensaios clínicos duplo-cegos e controlados por placebo.”

Além da cloroquina, “outros medicamentos antivirais recomendados incluem interferon e arbidol, mas a ribavirina deve ser usada junto com lopinavir ou ritonavir”, publicou a comissão.

Segundo o South China Morning Post, “a China é o primeiro país a recomendar o uso de cloroquina para tratar pacientes com Covid-19”.

Por outro lado, a comissão publicou que “o uso de hidroxicloroquina, ou o uso combinado dela com azitromicina, não é recomendado”.

O jornal ouviu de David Hui Shu-cheong, professor da Universidade Chinesa de Hong Kong, especialista em medicina respiratória, que cloroquina e hidroxicloroquina são similares, e as diretrizes, “contraditórias”.

Cloroquina é o medicamento mais recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro, contra a Covid-19. A hidroxicloroquina, o mais recomendado pelo presidente americano, Donald Trump.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

 

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6 meses ago Notícias

A debandada nos planos de saúde

Está mais do que na hora de saber o que os beneficiários inscritos nos planos de saúde podem fazer para evitar inadimplência e quebra de contratos.

É paulada e tanto perder um plano de saúde em meio a uma crise sanitária e econômica, como a de agora.

Mesmo depois que o Sistema Único de Saúde (SUS) se mostrou mais eficiente no atendimento à população, uma família só abandona o tão essencial plano de saúde por duas razões: quando o orçamento não suporta mais as mensalidades cobradas; ou quando o participante de um plano coletivo é demitido e perde a cobertura.

É para esse cenário que aponta o mais recente relatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entre março e junho deste ano, cerca de 400 mil beneficiários deixaram os planos de saúde médico-hospitalares no Brasil. Em 2015, ano de maior recessão até 2020, a saída foi de 760 mil.

 A debandada deverá se acentuar nos próximos meses. É o que permite prever a confluência de fatores negativos, como a escalada do desemprego e a perda de renda de pequenos e médios empresários e de profissionais liberais.

Como o aperto tem aumentado, está mais do que na hora de saber o que os demais 46,7 milhões que ainda estão inscritos em algum desses planos podem fazer para evitar o pior, renegociar parcelas não quitadas e rever contratos.

A advogada especialista em Saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Carolina Navarrete é pessimista. Lamenta a recusa das operadoras a negociar: “Os processos não avançam. Nós recebemos inúmeros pedidos de orientação sobre como abrir uma negociação, mas não temos informação sobre se alguma delas foi bem-sucedida”, observa. A porta que continua aberta é o recurso à Justiça. Mas, além de incertos, os resultados podem demorar: “Falta uma legislação que obrigue as operadoras a negociar os planos”, critica Navarrete.

O xerife do setor, a ANS, bem que tem recomendações nesse sentido. Mas fica na recomendação e não na obrigação, ao contrário do que acontece com as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que impõe outro tratamento para os inadimplentes na conta de luz. Os projetos de lei que pretendem mudar esse cenário seguem fora da pauta de prioridades do Congresso.

A Associação Brasileira dos Planos de Saúde (Abramge), que defende os interesses do setor, nega, como de hábito, a má vontade das operadoras. E aponta, como prova em contrário, a recomendação aos filiados para que suspendessem o reajuste das mensalidades, no período entre maio e julho. Grande parte, informa a associação, concordou com esse represamento temporário, mas agosto já vai pela metade e não dá mais para segurar. Marcos Novaes, superintendente executivo da Abramge, é enfático: “Não queremos perder beneficiários, mas também não podemos deixar quebrar o mercado de saúde suplementar”.

Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o médico Mário Scheffer não aceita esse argumento. Baseia-se no fato de que os índices de inadimplência divulgados pela ANS pouco se alteraram durante a pandemia. Nos planos individuais ou familiares, o atraso nos pagamentos das mensalidades em junho alcançava 12% dos beneficiários, apenas 2 pontos porcentuais acima dos números de março. No mesmo período, a inadimplência verificada nos planos coletivos permaneceu em 5%.

Afora isso, entre março e julho, as operadoras tiraram proveito da redução das despesas operacionais e do aumento das margens de lucro. O índice de ocupação dos leitos de seus hospitais (comuns e de UTI) caiu de 69%, em fevereiro, para 62% em junho. “Embora tivessem cancelado ou adiado as cirurgias eletivas, as operadoras continuaram a receber regularmente as mensalidades dos clientes e pagaram muito menos aos prestadores de serviços”, aponta Scheffer.

No entanto, “essa folga no fluxo de caixa certamente será consumida, quando voltarem aos hospitais as pessoas que já contam com procedimentos eletivos”, acredita o superintendente executivo do Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS) e ex-ministro da Previdência, José Cechin.

Proposta defendida por Cechin e pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) para enfrentar as novas dificuldades orçamentárias dos consumidores prevê a ampliação das modalidades de planos de saúde. Trabalhariam com coberturas menos abrangentes e mensalidades mais baixas. A ver.

Fonte: ESTADÃO –  COM GUILHERME GUERRA

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7 meses ago Notícias

Covid-19: campanha é lançada para valorizar profissionais de saúde

Em meio ao aumento de casos de profissionais de serviços essenciais afetados pelo novo coronavírus, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha lançou a campanha Valorize o Essencial. A proposta é combater o estigma e fomentar o respeito e o apoio aos que estão na linha de frente no combate à pandemia.

A entidade ressaltou que, desde o registro das primeiras infecções, os profissionais estão expostos a alto risco de contaminação. Dados do Ministério da Saúde mostram que 23,3 mil profissionais de saúde foram diagnosticados com o novo coronavírus. Desses, 196 morreram oficialmente por covid-19, sendo que mais óbitos estão sendo investigados.

“Mas o número pode ser ainda maior. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, o total de casos confirmados entre profissionais da categoria é de 32.279 e o número de óbitos chega a 334 apenas entre profissionais de enfermagem”, alertou a Cruz Vermelha.

Vertentes

A campanha tem duas vertentes. A primeira é dirigida aos profissionais e gestores de serviços essenciais, em especial em contextos afetados pela violência e traz dicas práticas de autocuidado e gestão do estresse. A segunda é voltada à população em geral e busca fomentar a empatia para com esses profissionais, promovendo o apoio às equipes por meio de histórias e depoimentos.

Fonte: Agencia Brasil

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7 meses ago Notícias

Curva de casos confirmados do vírus chinês volta a subir no Brasil

A curva de casos confirmados do vírus chinês voltou a subir no Brasil após uma sinalização de queda há duas semanas. Segundo o boletim do Ministério da Saúde, divulgado ontem (29), nesta última semana epidemiológica (30ª, de 19 a 25 de julho), a média diária de casos foi de 45.665, um aumento de 36% em relação à semana anterior (29ª), quando a média foi de 33.573.

O movimento marca uma inversão da curva. De acordo com os dados da pasta, a média diária de casos confirmados estava relativamente estável ao longo do mês de julho. Na 28ª semana epidemiológica, a média diária bateu os 37.549, caindo para os 33.573 na semana seguinte (29ª), antes de voltar a subir.

Já curva das mortes também subiu, mas em ritmo menor. Na 29ª semana epidemiológica (SE) foram registrados 7.303 óbitos, índice que foi para 7.677 na 30ª semana. Foi a primeira elevação após 1 mês de estabilização dos números ao longo de julho.

“A curva de óbito tem se mantido constante desde a 22ª SE. Quando comparamos a 29ª com a 30ª, tivemos um aumento de 300 casos. A gente verifica que desde o dia 20 de julho a gente teve aumento de casos registrados quando comparamos a 28ª da 29ª, quando houve queda, com a 29ª para a 30ª, quando houve aumento”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo de Medeiros, em entrevista coletiva na sede do órgão.

Distribuição regional

A evolução da pandemia difere em regiões e estados. O boletim epidemiológico aponta que entre as semanas epidemiológicas 29 e 30 houve aumento de casos em 18 estados e de óbitos em 12. O cenário de estabilidade ocorreu, respectivamente, em 3 e 7 estados. Já a redução foi identificada em 6 Unidades da Federal (no quesito casos confirmados) e 8 (no quesito óbitos).

Acerca dos casos confirmados, os maiores incrementos se deram em Goiás (180%), Rondônia (146%) e Mato Grosso (102%). Já as maiores quedas ocorreram no Amapá (-32%) e Amazonas (-24%). Já nos óbitos, as elevações mais significativas foram notadas em Rondônia (80%), Amapá (53%) e Tocantins (41%). Já as reduções mais efetivas aconteceram no Acre (-32%) e no Amazonas (-24%).

“A gente apresenta os dados do país todo, mas é como se tivéssemos a pandemia se comportando de forma diferente em distintos locais. Estamos vivendo inverno onde tá mais propício a termos doenças respiratórias”, comentou Medeiros.

Segue o movimento de interiorização da pandemia, com 58% dos casos em localidades do interior e 42% nas regiões metropolitanas. Quando consideradas as mortes, aquelas ocorridas em metrópoles ainda são maioria (53%), mas aproximando-se das notificadas em cidades do interior (47%).

“É importante lembrarmos que estamos fazendo diagnóstico mais precoce da doença a medida que o Ministério disponibilizou orientações em que posso confirmar os casos que seja não apenas por testagem mas por diagnóstico clínico. O programa de testagem aumentou nas últimas semanas. Tudo isso associado contribui para que o número de casos [notificados] aumente”, declarou.

SRAG

As hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) totalizam 479.819 desde o início do ano, sendo 236.852 por covid-19, o equivalente a praticamente metade dos casos. Mas ainda há 82.617 internações em investigação.

Entre os hospitalizados, 50.6% tinham mais de 60 anos, 43% eram mulheres e 57% eram homens. No recorte por raça e cor, 31,3% eram pardos, 29,3% eram brancos, 4,6% eram negros, 1% era amarelo, 0,3% era indígenas, e 33,5% não informaram.

Já o perfil de mortes por SRAG muda. Entre as vítimas do vírus chinês enquadradas nesta categoria, 72,1% tinham mais de 60 anos, 42% eram mulheres e 58% eram homens. No recorte por raça e cor, aumenta a proporção de pardos (35%), pretos (5%), amarelos (1,1%), indígenas (0,4%) e cai a proporção de brancos (26,6%), e 32% não informaram. Pelo menos 61,5% dos pacientes que faleceram apresentavam algum fator de risco.

Testes

Até a semana epidemiológica (SE) 30, foram distribuídos 5 milhões de testes laboratoriais (RT-PCR) e realizados 1,5 milhão na rede pública. Na rede privada, foram conduzidos 1,13 milhão de exames deste tipo, totalizando 2,67 milhões realizados.

A média desde o início da pandemia é de 69.608 testes por semana. Apesar da afirmação do secretário de Vigilância em Saúde de aumento da testagem, o boletim epidemiológico mostra uma estabilização a partir da SE 26, com oscilação e queda na SE 30. Em relação a esta última, os representantes do Ministério da Saúde argumentaram que ainda há dados a serem computados. Eles informaram que serão disponibilizados R$ 120 milhões para os laboratórios centrais (LaCens) para aquisição de equipamentos.

Fonte: Medicina S/A

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