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Para diminuir dependência da China, Brasil negocia com outros países compra de insumos para vacina contra Covid-19

BRASÍLIA — O assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Filipe Martins, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à “Rede TV”, que o governo brasileiro negocia com outros países fornecedores de insumo para a fabricação da vacina CoronaVac, para que o Brasil não dependa apenas da China. Segundo Martins, ao mesmo tempo, o embaixador do Brasil em Pequim, Paulo Estivallet, tem mantido contato direto com o chanceler chinês, Wang Yi, e o presidente Jair Bolsonaro deve telefonar para o presidente daquele país, Xi Jinping, com o mesmo objetivo, nos próximos dias.

— Posso garantir a investidores e consumidores que fiquem tranquilos. Também teremos insumos de outros países. A negociação está bastante avançada — disse o assessor de Bolsonaro, sem revelar os nomes dos países e quando será feito o telefonema de Bolsonaro ao líder chinês.

Para Martins, o que se vê, atualmente, é “um grande alarde em torno de nada“. Segundo ele, o chanceler chinês explicou que a oferta de insumos não atende a demanda mundial pelos produtos e que o problema na liberação das exportações pelas autoridades chinesas não é político.

— Nosso embaixador em Pequim esteve na chancelaria chinesa, foi recebido no mesmo dia e o chanceler garantiu que não há problema ´político. O que está havendo é um desembaraço interno, mas parceiros como o Brasil serão priorizados — afirmou.

Perguntado se a postura agressiva do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em relação ao embaixador chinês em Brasília, Yang Wanming — em duas ocasiões, Araújo foi duro com o diplomata chinês em impasses com o deputado Eduardo Bolsonaro —não atrapalharia as negociações, Martins desconversou.

— Ernesto Araújo não precisa ir ao embaixador chinês, quando estamos falando diretamente com o chanceler daquele país. Mas é possível que ocorra um telefonema do presidente Bolsonaro a Xi Jinping.

O assessor palaciano criticou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por ter se reunido com o embaixador chinês nesta quarta-feira. Para ele, Maia desrespeitou e invadiu as competências do Executivo.

— A questão dos insumos não está relacionada com a política, dizem os técnicos do Butantã. Mas Dória (João Dória, governador de São Paulo) e Maia tentam atacar o Ernesto Araújo e criam uma sensação de pânico, dizendo que o Brasil ficará isolado —destacou Martins.

O GLOBO

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