Menu
X

Tags Archives: Crianças

Imagem
1 ano ago Notícias

O que torna o infarto mais letal em pessoas jovens

A morte do filho do ex-jogador de futebol Cafu por infarto lançou luz sobre um problema de saúde que afeta milhares de brasileiros abaixo de 40 anos, mas ainda é pouco discutido.

Danilo Feliciano de Moraes, filho mais velho do lateral-direito pentacampeão mundial, morreu na quarta-feira (04/09), aos 30 anos, após sofrer um ataque cardíaco enquanto jogava futebol na casa da família, em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Amigos tentaram reanimá-lo, sem sucesso.

Isso porque, apesar de terem normalmente mais força física que os mais velhos para suportar o infarto, os mais jovens não tem uma proteção chamada “circulação colateral”, como explica à BBC News Brasil o cardiologista Glauber Fabião Signorini, diretor técnico do Instituto de Cardiologia – Fundação Universitária de Cardiologia (IC-FUC).

“Chamamos de circulação colateral os pequenos vasos sanguíneos que surgem no coração para compensar a falta de irrigação causada por uma artéria entupida. Os mais jovens não têm esse tipo de proteção, portanto, o infarto tende a ser mais letal nessa faixa etária”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, dos 56.399 brasileiros que morreram por causa de infarto agudo do miocárdio em 2017 (últimos dados disponíveis), 95,6% tinham mais de 40 anos.

Por outro lado, entre aqueles com menos de 40 anos, a faixa entre 30 e 39 anos concentrou a maior parte dos casos (1.831).

Segundo Signorini, estima-se que 10% das vítimas morram na primeira hora após o infarto, portanto, essa proteção adicional é valiosa.

O especialista diz ainda que 93% dos casos de morte súbita – que ocorre nas primeiras 24 horas após um sintoma – são resultado de doenças isquêmicas agudas.

Dores ou desconfortos no peito são os principais sintomas. Falta de ar, suor, dor nos dentes e palidez também devem ser observados.

“A obstrução de um vaso impede a irrigação de sangue para a artéria, causando a necrose do músculo cardíaco e gerando instabilidade elétrica, o que pode facilitar a arritmia cardíaca (quando o batimento do coração se torna irregular)”, explica.

Nesse caso, segundo ele, o tratamento, como manobras de ressuscitação, tem que ser realizado em uma janela de tempo de até, no máximo, oito minutos.

Signorini ressalva, contudo, que nem sempre os infartos são causados por obstrução de vasos que irrigam o coração.
“A vítima também pode ter algum problema que desconheça com alguma válvula cardíaca, por exemplo”, acrescenta.

Prevenção

Signorini lembra ainda que o histórico familiar é um “importante fator de risco para infartos”.

“Quem tem pai ou mãe que sofreu infarto, especialmente com menos de 55 anos, deve começar o acompanhamento médico com um cardiologista a partir dos 30 anos”, recomenda.

Neste sentido, ele também chama atenção para a falta de prevenção no Brasil.

“A prevenção é muito baixa aqui, cerca de 2% a 4%. Enquanto isso, esse índice chega a mais de 50% em alguns países desenvolvidos.”

Outros fatores de risco para o infarto, segundo Signorini, são obesidade, falta de atividade físiica, tabagismo, estresse, diabetes e distúrbios do sangue.

Doenças genéticas, como a cardiomiopatia hipertrófica, também devem ser levadas em conta.

A cardiomiopatia hipertrófica atinge uma em cada 500 pessoas e causa o crescimento das células musculares do coração. As paredes do órgão ficam mais grossas, o que prejudica o fluxo sanguíneo e dificulta o bombeamento do sangue.

Sendo assim, a doença pode causar palpitações e arritmias, o que pode levar à morte durante exercícios físicos. Muitas vezes, o paciente é assintomático e desconhece que tem o problema, o que pode agravar o quadro
Usuários de drogas, especialmente as vasoconstritoras, como MDMA e cocaína, também têm mais chances de sofrer infartos, acrescenta Signorini.

Fonte: Portal R7

Imagem
2 anos ago Notícias

Na reta final da campanha contra Influenza, Prefeitura promove mais um ‘Dia D’ neste sábado

A campanha nacional de vacinação contra a Influenza, que começou no dia 10 de abril, entrou na reta final nessa semana. A meta definida pelo Ministério da Saúde para a campanha foi vacinar este ano, 90% da população dos grupos considerados prioritários, algo em torno de 60 milhões de pessoas em todo o país.

Cuiabá abrangeu até o momento, apenas 65,59% das 175.353 pessoas consideradas da faixa de risco. Por isso, neste sábado (01), realiza mais um ‘DIA D’ com o objetivo de reverter à situação de baixa procura, que está ocorrendo em todo o país, segundo o Ministério.

De acordo com o secretário-adjunto em Assistência à Saúde, Luiz Gustavo Raboni, apenas os idosos atingiram a meta preconizada neste ano. No total, compareceram 41.258 do total de 45.649 idosos, o que corresponde a 90,38%. Conforme ele, todos os demais públicos tidos como de risco e prioritário registraram baixa procura, por isso, alertou à população para comparecer no sábado para se proteger dessa perigosa doença.

“A influenza é uma doença respiratória infecciosa, de origem viral, que na forma grave pode levar a óbito indivíduos que apresentem fatores ou condições de risco. Pela gravidade, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem realizado diversas estratégias para atingir o público alvo e o ‘Dia D’ é um importante espaço para que a população aderir à vacinação. Por isso, estamos convocando àqueles que não conseguirem comparecer nessa última semana aos postos de Saúde, que venham no sábado para nos ajudar a aumentar a barreira imunológica dessa doença terrível”, frisou o secretário.

Outra estratégia que será enfatizada nesta semana, conforme a responsável técnica de imunização de Atenção Básica, Sandra Horn são as ações conhecidas como ‘extramuros’.

“Nossas equipes de imunização estão percorrendo locais de grande concentração como escolas, hospitais e repartições públicas para aplicar as doses nos públicos alvos. Nesta última semana, vamos intensificar para imunizarmos o máximo de pessoas possíveis. Muita gente tem deixado de ir aos postos no Brasil, mas estamos trabalhando para mudar essa realidade na Capital, por isso conclamamos a população tida como prioritária, que vá aos postos e nos ajudem a sair desse índice que está nacionalmente negativo”, reforçou.

Os grupos prioritários para vacinação contra a Influenza são os trabalhadores da saúde e professores das redes pública e privada, as crianças na faixa etária de seis (06) meses a cinco anos, gestantes em qualquer idade gestacional, puérperas até 45 dias após o parto e indivíduos com 60 anos ou mais de idade.

Também fazem parte dos grupos considerados prioritários os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa, a população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, as pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independente da idade, e os povos indígenas, além dos servidores do sistema de segurança pública – inseridos este ano.

 

Em toda a cidade estão funcionando 64 salas de vacina, mais três salas na zona rural, em Nossa Senhora da Guia, Rio dos  Peixes – que reúne as comunidades do Coxipó do Ouro e Barreiro Branco -, e Aguaçu.

Saiba mais

Clinicamente, a influenza inicia-se com a instalação abrupta de febre alta, em geral acima de 38°C, seguida de mialgia, dor de garganta, prostração, cefaleia e tosse seca. A febre é, sem dúvida, o sintoma mais importante. Em casos agravados pode levar a morte.

A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias das pessoas contaminadas, ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos que após contato com superfícies recém-contaminadas podem levar o agente infecciosos direto a boca, olhos e nariz.

A doença pode ser causada pelos vírus influenza A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas, em algumas temporadas, ocorre o predomínio das cepas B. Este ano a vacina combate as cepas A e B.

 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá

Encontre-nos
Webmail

© Copyright 2019 Sindessero. Todos os Direitos Reservados.