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Tags Archives: INFORMATIVO

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1 ano ago Notícias

Cobertura da vacina contra sarampo chega a 88% ante meta de 95%, diz Ministério da Saúde

No público-alvo de crianças de 1 a 2 anos em todo o Brasil, 88% foram vacinadas contra sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Conforme um balanço parcial da campanha nacional, divulgado neste domingo (20), essas crianças receberam pelo menos uma dose da vacina tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba.

Essa faixa de idade do público-alvo é o parâmetro do governo para o acompanhar a cobertura vacinal em todo o país. A esta altura do ano, deveria estar próxima da meta de 95%. A cobertura vacinal é a proporção do público alvo que já foi vacinada.

O sábado (19) foi o chamado “Dia D” da campanha vacinal contra o sarampo, isto é, o dia em que a vacinação é oferecida de forma mais ampla, em parcerias com os estados e municípios.

O objetivo da campanha, segundo o ministério, é “reforçar a importância da vacinação de crianças de 6 meses a menores de 5 ano”. Esse é o público mais vulnerável ao vírus e pode ter complicações que levam à morte.

Transmissão ativa do sarampo

De acordo com a pasta, nos últimos 90 dias, foram confirmados 13 mortes pela doença no Brasil, sendo sete (53,8%) em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos.

O Brasil registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. A transmissão da doença está ativa em 10 estados e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo, em 192 municípios.

O ministério distribui neste ano 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, a maior oferta de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos.

Dia D contra o sarampo vacinou crianças com menos de 5 anos neste sábado (19)

Baixa cobertura

Na terça-feira passada (15), o Ministério da Saúde divulgou um boletim informando que o o Brasil tinha a mais baixa cobertura vacinal para a tríplice viral dos últimos cinco anos. Em todas as regiões do país a cobertura não chegava aos 70%. No total do Brasil, estava com 57,19%.

 

Fonte G1

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1 ano ago Notícias

Para especialista, escalada dos custos em saúde coloca em risco a sustentabilidade do setor

Medicina Baseada em Valor é uma das propostas mais promissoras para transformar o setor e gerar valor para o paciente

Um modelo de remuneração inadequado e o aumento dos custos assistenciais fazem parte do atual cenário da saúde, colocando em risco a sustentabilidade do setor. Mas quais são as alternativas para impedir o colapso do sistema? É sobre isso que Márcia Makdisse, médica e especialista em Medicina Baseada em Valor (Value-Based Health Care), vai falar durante o 22º Congresso Internacional UNIDAS, que acontece entre os dias 23 e 25 de outubro, em Atibaia (SP).

Para Márcia, a Medicina Baseada em Valor é uma das propostas mais promissoras para transformar o sistema atual, que remunera por serviço executado (fee-for-service), em um sistema que remunera por resultados obtidos, gerando valor para o paciente. “Em um sistema de saúde baseado em valor as empresas passariam a contratar serviços com base em resultados e os prestadores a competir também com base em resultados”, acrescenta.

A especialista pretende trazer reflexões sobre quais são os elementos da Agenda de Valor e estratégias para implementação no Brasil: “É necessário considerar o contexto do sistema de saúde brasileiro. O que funciona na Suécia, por exemplo, pode não ser aplicável no nosso país. Essas iniciativas precisam de um esforço dos diferentes públicos de interesse dispostos a co-criar novos modelos de atenção e remuneração e compartilhar o risco”.

Para Márcia, entre os principais desafios para implementar um sistema baseado em valor, estão a necessidade de estabelecer um ambiente de parceria e confiança entre os públicos de interesse; a concordância dos players na definição do que é valor para o paciente e o papel de cada um na geração de valor; a disponibilidade de uma plataforma de informações básicas, como desfechos, custos e coordenação de cuidado; a co-criação do processo assistencial; e a elaboração de novos modelos de remuneração que atrele o reembolso ao resultado clínico.

Sobre a UNIDAS

A UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde é uma entidade associativa sem fins lucrativos, representante das operadoras de autogestão do Brasil. A autogestão em saúde é o segmento da saúde suplementar em que a própria instituição é a responsável pela administração do plano de assistência à saúde oferecido aos seus empregados, servidores ou associados e respectivos dependentes. É administrado pela área de Recursos Humanos das empresas ou por meio de uma Fundação, Associação ou Caixa de Assistência – e não tem fins lucrativos. Atualmente, a UNIDAS congrega cerca de 120 operadoras de autogestão responsáveis por prestar assistência a quase 5 milhões de beneficiários, que correspondem a 11% do total de vidas do setor de saúde suplementar. É entidade acreditadora chancelada pelo QUALISS, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do programa UNIPLUS.

Fonte: Saúde Bunises

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1 ano ago Notícias

Mais Médicos para o Brasil: publicados nomes e locais de trabalho

A lista com os nomes e registros de médicos intercambistas do Projeto Mais Médicos para o Brasil está publicada na edição desta terça-feira (8) do Diário Oficial da União.

De acordo com a Portaria nº 28, de 7 de outubro de 2019, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, fica concedido registro único para o exercício da medicina, no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil, aos médicos intercambistas.

A portaria determina também a expedição das carteiras de identificação de todos que atenderam os requisitos legais para as atividades do projeto previstas no projeto. O documento informa ainda o local onde o médico vai trabalhar.

De acordo com o Ministério da Saúde, o projeto é parte do esforço do governo federal, com apoio de estados e municípios, para “a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais”.

Segundo a pasta, o Mais Médicos para o Brasil se soma a um conjunto de ações e iniciativas do governo objetivando o fortalecimento da Atenção Básica do país.

Fonte: Agência Brasil

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1 ano ago Notícias

Nobel de Medicina anuncia vencedores de 2019

O Prêmio Nobel de Medicina de 2019 foi concedido aos cientistas William G. Kaelin, da escola de medicina da Universidade Harvard, Peter J. Ratcliffe, da Universidade de Oxford, Gregg L. Semenza, da Universidade Johns Hopkins, “por suas descobertas de como as células sentem e se adaptam à disponibilidade de oxigênio”. O anúncio foi feito hoje (7) em Estocolmo, na Suécia.

Na página oficial do Twitter, a organização do Nobel anuncia os três vencedores com um trabalho que “revela os mecanismos moleculares que demonstram como as células se adaptam às variações no fornecimento de oxigênio”.

Os vencedores são dois norte-americanos e um inglês. William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em medicina interna e oncologia. Gregg Semenza, também nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe, nascido em Lacashirem, em 1954, é perito em nefrologia.

O comitê do Nobel explicou que os três cientistas conseguiram com os seus trabalhos “identificar a maquinaria molecular que regula a atividade dos genes na resposta a variações de oxigênio”.

Como explica a organização dos prêmios, “a importância fundamental do oxigênio é conhecida há séculos, mas a forma como as células se adaptam às mudanças nos níveis de oxigênio tem sido, há muito tempo, desconhecida”.

“A detecção de oxigênio é central para um grande número de doenças. As descobertas feitas pelos vencedores do Nobel deste ano têm uma importância fundamental para a fisiologia e abriram o caminho para prometer novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças”, justifica a organização.

Os três cientistas dividirão igualmente o prêmio de 832.523 euros.

Fonte: Medicina S/A

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1 ano ago Notícias

Indústria brasileira reforça qualidade da produção nacional durante Rehacare

Trabalhando pelo equilíbrio da balança comercial do setor de produtos e equipamentos para reabilitação, a indústria brasileira de saúde marcou, novamente, presença na Rehacare, principal feira do setor no mundo. O evento, realizado entre 18 e 21 de setembro em Düsseldorf, na Alemanha, gerou US$ 152 mil em novos negócios para as empresas que compuseram o pavilhão nacional. Além disso, para os próximos 12 meses, essas marcas esperam consolidar US$ 700 mil em novos contratos. A ida do empresariado brasileiro para o evento é uma das ações do Brazilian Health Devices, projeto setorial executado pela ABIMO em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil

Grande destaque da internacionalização da cadeia produtiva de saúde brasileira, o setor de reabilitação e tecnologias assistivas vem em uma sequência de bons resultados. “Estamos vivendo um período de aumento das exportações e queda das importações, o que contribui para a redução no déficit na balança e mostra que o Brasil tem capacidade para compor as principais vitrines mundiais do segmento, como é o caso da Rehacare”, comenta Larissa Gomes, supervisora de projetos e marketing internacional da ABIMO. O comparativo entre janeiro e junho de 2018 e o mesmo período de 2019 mostra crescimento de 3% nas exportações do setor, além de queda de 4,8% nas importações.

Para Bárbara Soares, fisioterapeuta técnica da Playpé do Brasil, a feira foi surpreendentemente positiva. “Estamos muito contentes com os resultados que obtivemos. Viemos com o objetivo de encontrar distribuidores pelo mundo e já fechamos novos canais com países como África do Sul, Bélgica, França e a própria Alemanha”, comentou enfatizando que foi motivador observar que o mundo está satisfeito com a qualidade dos produtos brasileiros. Esta foi a primeira participação da marca no evento.

A Hélio Mobilidade – que comemorou 45 anos de fundação durante a Rehacare 2019 – já tinha participado do evento como visitante e, desta vez, investiu em um espaço dentro do pavilhão organizado pelo Brazilian Health Devices. Era a única marca oferecendo uma ampla gama de produtos para adaptações automotivas. “Bastante procurada pelos visitantes, a empresa contribuiu para reforçar a marca Brasil como um país produtor de artigos de alta tecnologia para suprir as necessidades deste mercado de reabilitação”, esclarece Larissa.

A Spine, fabricante nacional de cadeiras de rodas esportivas e sociais, também marcou presença na feira apresentando suas linhas focadas em qualidade, alta precisão e personalização. Além disso, o LAIS (Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte) também compareceu para apresentar o que vem sendo desenvolvido dentro do campo da pesquisa no mercado de reabilitação brasileiro.

Durante todo o período do evento, as empresas brasileiras entraram em contato com 88 potenciais clientes e distribuidores vindos de países como Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Bélgica, China, Emirados Árabes, França, Grécia, Holanda, Itália, México, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Suíça.

Muito além da exposição – Outras ações também promoveram a marca Brasil durante a Rehacare 2019. Além do tradicional Happy Hour que, realizado no entardecer do dia 19 de setembro ofereceu música, comidas e bebidas típicas do Brasil aos visitantes, a imagem da cadeia produtiva brasileira foi fortalecida pela presença da atleta paraolímpica Paola Klokler, garota propaganda do Brasil no evento e uma das grandes personagens deste segmento por abordar, de forma leve e motivacional, como é possível superar as dificuldades de uma deficiência. A esportista também foi capa da revista Highlights & Facts, publicada pela organização da feira.

A edição 2019 da Rehacare contou com 751 expositores de 43 países apresentando soluções diversas para facilitar o dia a dia dos mais de 1 bilhão de pessoas que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) vivem com algum tipo de deficiência. Ao longo dos quatro dias de evento, a feira recebeu mais de 38 mil visitantes. A próxima edição será realizada também em Düsseldorf, na Alemanha, entre 23 e 26 de setembro de 2020.

Fonte: Medicina S/A

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1 ano ago Notícias

O FUTURO DA SAÚDE SUPLEMENTAR

Uma gestão integrada é essencial para manter o bem-estar dos trabalhadores e seus familiares e assegurar uma melhor produtividade para toda a economia. Empresas precisam repensar modelo atual para poder ter ganhos em qualidade sem aumentar custos.

A saúde suplementar no Brasil alcança hoje mais de 47 milhões de brasileiros, sendo que 80% deles fazem parte de contratos coletivos, e dois em cada três são coletivos empresariais. Os dados comprovam que majoritariamente este é um benefício concedido pelas empresas a seus funcionários e familiares.

“Portanto, além de ser um setor importante economicamente, que movimentou em 2018 uma receita total de R$ 200 bilhões, ele é essencial para manter saudáveis e produtivos os funcionários de todos os segmentos e contribui para o crescimento da economia como um todo”, afirmou Leandro Fonseca da Silva, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), na abertura do II Seminário Internacional Sesi de Saúde Suplementar, que aconteceu no último dia 24, em São Paulo.

Apesar de fundamental, o setor enfrenta desafios cada vez maiores. Em resumo, o financiamento dos serviços de saúde aumenta a taxas muito acima da inflação e onera cada vez mais as empresas e os usuários. Entre 2008 e 2016, os custos dos planos de saúde aumentaram 237%, cerca de três vezes a inflação do período. “Essa não é uma questão exclusiva do Brasil e nem está restrita ao setor privado.

O processo de evolução demográfica, com o consequente envelhecimento da população; a tendência de maior utilização dos serviços de saúde; e o crescente desenvolvimento tecnológico, com equipamentos e exames mais sofisticados, acabam encarecendo â e muito â os custos da saúde”, completa Fonseca da Silva.

“O desafio maior é que a evolução dos custos não necessariamente se reflete em melhoria da qualidade dos serviços. Muito pelo contrário.

Muitas vezes ela é causada por problemas do próprio sistema, como desperdícios, fraudes e uso indiscriminado”, completa Rafael Lucchesi, diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi). Mas existem planos em andamento e propostas para melhoria dessa situação. Entre as soluções estão a padronização, a integração e a análise de informações sobre o uso dos planos de saúde. “A adequada gestão das informações de saúde contribuirá para melhorar a gestão do sistema como um todo, desde a coordenação da jornada de cuidado dos pacientes até a criação de um modelo de contratação, uso e remuneração de planos de saúde e prestadores de serviço baseado em resultados efetivos em saúde”, afirma Lucchesi.

Sistema de Gestão

De países que enfrentam situações semelhantes e se debruçam sobre soluções para o problema há mais tempo vêm boas referências.

O modelo norte-americano, por exemplo, é um dos mais emblemáticos e tem inspirado a mobilização de empresas no Brasil. Lá, existe forte colaboração entre empregadores e o setor de saúde para resolver desafios de qualidade e custos em problemas de saúde que mais afetam a população, como contou a pesquisadora Lindsay Martin, diretora executiva do Institute for Healthcare Improvement (IHI), dos Estados Unidos.

O pesquisador Edilberto Amorim, médico da Universidade da Califórnia e associado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT) e à Universidade de Harvard, apresentou exemplos de como os sistemas de gestão e o uso de análise de grandes volumes de dados vêm ajudando médicos e pacientes nos Estados Unidos. Com mais de 20 anos de experiência em medicina intensivista, Amorim conta como a análise de mais de 60 mil casos de UTI e 300 mil radiografias apoiam as decisões das equipes de terapia intensiva na universidade onde atua.

“Nada substitui a análise médica, mas a pesquisa em uma base com um número muito maior de casos e dados analisados pode apoiar uma decisão mais rápida e precisa”, diz o pesquisador.

Novas Tecnologias

Lucchesi lembra que, no caso da telemedicina e tecnologias de informação e comunicação, o setor industrial defende a sua disseminação, pois elas garantirão acesso de populações onde a oferta de serviço de saúde é baixa. “A tecnologia também tem potencial de favorecer a coordenação do cuidado, facilitar o acesso à atenção primária, promover o autocuidado, integrar informações, viabilizar o monitoramento, favorecer acesso a medicamentos e às orientações para seu correto uso”, diz o diretor do Sesi, lembrando que ainda hoje, mesmo nas cidades grandes, as pessoas ficam dias sem o devido tratamento por dificuldades no deslocamento até uma unidade de saúde. “Entretanto, é preciso ter cuidados para não precarizar a atenção à saúde”, completa.

Paulo Mól, diretor de Operações do Sesi, destacou que a incorporação de novas tecnologias ao sistema de saúde é positiva, mas precisa de avaliações criteriosas que garantam que elas tenham vantagem de custo-benefício maior que outros procedimentos. “Entre as propostas das empresas contratantes está a melhor gestão das tecnologias de saúde que compõem o rol mínimo de procedimentos cobertos pelos planos de saúde. Na saúde privada, estamos sujeitos ao uso excessivo de procedimentos e, ao mesmo tempo, à falta de uso de tratamentos necessários”, diz Mól. A ANS tem avançado nesse sentido, buscando parcerias com o SUS, cujo modelo de gestão garante a protocolização e o monitoramento de uso real dessas tecnologias.

Isso é de vital importância para reduzir desperdícios e permitir que os recursos sejam utilizados para quem precisa, no tempo certo, de forma adequada.

6 Propostas para aprimorar a Saúde Suplementar

O Grupo de Trabalho em Saúde Suplementar, liderado pelo Sesi e pela CNI, aponta seis iniciativas para melhorar o atendimento à saúde

1. Integrar dados e informações para melhorar decisões
2.Dar foco à atenção primária, focando na prevenção e na saúde integral dos beneficiários
3.Adotar critérios mínimos para a contratação de planos que atuem com foco na saúde integral
4.Gerenciar melhor o uso de novos procedimentos tecnológicos para contemplar resultados efetivos na manutenção e recuperação da saúde das pessoas
5.Remunerar a partir de resultados do tratamento na saúde e na qualidade de vida dos beneficiários
6.Adequar normas existentes para estimular prestadores, empregadores e usuários a fazerem uso correto do sistema

Fonte: Anahp

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1 ano ago Notícias

Brasil registra 4.507 casos confirmados de sarampo

O Brasil registrou 4.507 casos confirmados de sarampo em 19 estados, nos últimos 90 dias, de acordo com balanço divulgado hoje (25) pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 13% em relação ao último monitoramento. Ceará e Paraíba passaram a integrar a lista de estados com transmissão ativa do sarampo.

Os dados referem-se ao período de 30 de junho a 21 de setembro e representam 84,3% do total de casos registrados este ano. O balanço mostra ainda que há 21.711 casos em investigação e 5.818 que foram descartados. Não há novos registros de mortes pela doença. Ao todo, neste ano, foram registrados quatro óbitos.

A incidência em menores de 1 ano de idade é dez vezes maior do que na população em geral. A cada 100 mil habitantes, 64 crianças nessa faixa etária obtiveram confirmação para o sarampo. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos. Três das quatro mortes por sarampo registradas neste ano foram de crianças menores de 1 ano e uma de um indivíduo de 42 anos.

A maior parte dos casos confirmados (4.374) está concentrada em 168 municípios de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Em seguida, estão Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, com 22 casos em cada estado; Santa Catarina, com 12; Paraná, 13; Rio Grande do Sul, 7; Ceará e Paraíba, com 5 casos em cada estado; Maranhão, Goiás e Rio Grande do Norte, com 4 casos cada; Distrito Federal e Pará, com 3 casos cada; Mato Grosso do Sul e Piauí, com 2 cada; e, Espírito Santo, Bahia e Sergipe, cada estado com um caso confirmado de sarampo.

No ano passado, foram confirmados 10.330 casos de sarampo no Brasil. Ao todo, foram registradas 12 mortes pela doença em 2018.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, apresenta,  balanço dos casos de sarampo no país, e novas estratégias de bloqueio da doença a serem adotadas pelos estados.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, apresenta balanço dos casos de sarampo no país – José Cruz/Agência Brasil

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson Kleber, a população não pode descuidar da vacinação.

“Não podemos baixar a guarda porque o vírus do sarampo é extremamente transmissível”, alerta.

A meta da pasta é a interrupção da circulação do vírus no Brasil e a manutenção de altas coberturas vacinais.

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. A transmissão ocorre no contato de pessoa para pessoa e pela propagação no ar.

Vacinação

A vacinação é uma das principais estratégias para combater a doença. A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo ocorrerá em duas etapas este ano. A primeira, de 7 a 25 de outubro, para crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O dia D, dia de mobilização nacional, ocorrerá no dia 19 de outubro.

A segunda etapa será realizada de 18 a 30 de novembro, com foco na população de 20 a 29 anos. O dia D será no dia 30 de novembro. Essa faixa etária é a que concentra a maior frequência dos casos. A vacina a ser tomada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Ao todo, foram distribuídos, pelo Ministério da Saúde, R$ 22,8 milhões para garantir a vacinação de rotina nos estados e a dose extra, chamada de dose zero, às crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. Mais R$ 37 milhões serão destinados para este fim até dezembro.

Fonte: Agência Brasil

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1 ano ago Notícias

STF decide que empregador tem responsabilidade civil objetiva em acidentes de trabalho

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no último dia 5 de setembro que o trabalhador que atua em atividade de risco tem direito à indenização em razão de danos decorrentes de acidente de trabalho, independentemente da comprovação de culpa ou dolo do empregador. Por maioria de votos, os ministros entenderam que é constitucional a imputação da responsabilidade civil objetiva do empregador por danos decorrentes de acidentes de trabalho em atividades de risco, cuja tese de repercussão geral será definida em uma próxima sessão (RE n. 828040).

O que no caso se discutiu foi sobre a aplicação da regra do art. 927, § único, do Código Civil, o qual diz que “Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem” (grifados).

Na discussão prevaleceu o entendimento do relator do RE, Min. Alexandre de Moraes, de que não há impedimento à possibilidade de que as indenizações acidentária e civil se sobreponham, desde que a atividade exercida pelo trabalhador seja considerada de risco, uma vez que o art. 7º da Constituição Federal assegura como direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa (inc. XXVIII).

Pelo inc. XXVIII do art. 7º, a responsabilidade do patrão nos acidentes de trabalho existe em qualquer situação de culpa, mesmo a mais leve (negligência, imperícia e imprudência), embora continue, em regra, subjetiva.

Mas, como vem reconhecendo parte da doutrina e da jurisprudência, especialmente a do TST, a regra da responsabilidade subjetiva comporta exceções. A base dessa flexibilização está nos fundamentos modernos da responsabilidade civil, que são a proteção da vítima (e não mais do causador do dano, como nos tempos passados), a proteção da dignidade humana (CF, art. 1º), a valorização do trabalho (CF, art. 170) e sua finalidade exemplar, pedagógica, punitiva e preventiva.

Ademais disso, como inclusive consta dos fundamentos da tese a ser adotada, o inc. XXVIII criou um direito mínimo, o qual pode ser alterado ou complementado por outra norma legal, desde que de maneira mais favorável aos trabalhadores, no caso, as vítimas de acidentes de trabalho.

Nessa nova ótica, visando à melhoria da condição social do trabalhador, à responsabilidade civil decorrente de acidente do trabalho, quanto ao fundamento, aplicam-se, além do inc. XXVIII do art. 7º da CF, outras disposições legais, reconhecendo-se casos de responsabilidade objetiva.

A responsabilidade objetiva, na espécie, fundamenta-se, sobretudo, no primado da proteção da incolumidade da pessoa humana, como nesse sentido há tempo vaticinou Pontes de Miranda, com as seguintes palavras: “Quando se observa o mundo, em que se acham as esferas jurídicas das pessoas, e se pretende o ideal de justiça baseado na incolumidade de cada uma delas, objetivamente, entende-se que todo o dano deve ser reparado, toda lesão indenizada, ainda que nenhuma culpa tenha o agente” (Tratado de direito privado, v. 2, p. 385).

Conclusão: a tese do STF é de que a regra da responsabilidade subjetiva nos acidentes de trabalho, no tocante à responsabilidade civil do empregador, permanece, conforme estabelece o inciso XXVIII do art. 7º da CF, porém, que esta regra comporta exceções, na forma prevista no próprio caput do referido dispositivo constitucional, como, por exemplo, na atividade de risco.

Fonte: Revista Consultor Jurídico – Dr. Raimundo Simão de Melo.

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1 ano ago Notícias

Já ouviu falar em UX? Saiba como esse conceito da tecnologia auxilia no dia a dia médico

Uma das principais reclamações dos pacientes gira em torno da experiência que eles têm nos consultórios. Muitos sofrem com dores e problemas de saúde e, mesmo assim, precisam lidar com uma estrutura altamente burocratizada, que os fazem preencher e assinar papéis e guias de convênios, esperar longo tempo na recepção para, no fim, ser atendido em poucos minutos por médicos que sequer olham para o histórico médico. Para resolver esta situação, os profissionais e instituições de saúde começam a apostar em um novo conceito: a experiência do usuário (UX).

O termo é proveniente da tecnologia e começou a ganhar forma a partir dos anos 1990. De forma resumida, diz respeito ao desenvolvimento de produtos e serviços que oferecem a melhora experiência possível às pessoas, ou seja, que entreguem valor de forma rápido, eficiente e sem qualquer problema. É algo que ocupa o topo das prioridades para 80% dos profissionais de tecnologia de hospitais e clínicas, de acordo com pesquisa realizada pelo Impact Advisors Scottsdale Institute.

No caso da medicina, a experiência do usuário (UX) refere-se à capacidade do médico e do consultório de oferecer o melhor tratamento, respeitando as necessidades do paciente e, principalmente, utilizando os melhores recursos disponíveis. Hoje, mais do que ser atendido rapidamente, a pessoa quer ter a certeza de que a consulta vai ser produtiva, isto é, capaz de oferecer uma solução para as dores e/ou problemas que enfrenta. Não há nada mais frustrante do que esperar semanas pelo atendimento e continuar sofrendo porque o profissional foi incapaz de fazer um diagnóstico preciso – ainda que tenha diversos recursos tecnológicos à disposição para este fim.

Hoje, paciente satisfeito não é aquele que está curado de seus problemas, mas sim quem foi bem atendido ao longo de sua jornada dentro do consultório. A grande maioria do setor ainda insiste em um modelo de gestão que privilegia o mínimo contato entre médico e pessoa e que não agiliza processos burocráticos, como o cadastro. A forma como o usuário avalia produtos e serviços mudou radicalmente nas últimas duas décadas e a opinião deles nas mídias digitais pode determinar o sucesso, ou o fracasso de uma organização, inclusive na medicina. É preciso garantir que todos os procedimentos levem em conta os desejos desses “consumidores”.

Não é uma tarefa fácil, mas já recursos disponíveis que auxiliam os médicos a melhorarem a experiência dos pacientes no dia a dia de seu consultório. O mais importante deles é o prontuário eletrônico por conseguir centralizar todas as informações essenciais para a gestão do local, como histórico médico, receituário, dados cadastrais, recibos fiscais, entre outros. Com eles, é possível cruzar análises e realizar, enfim, uma consulta mais prática e eficiente, reduzindo o tempo de espera na recepção e sem ter que repetir perguntas sobre o quadro clínico do paciente. Em suma, ele pode focar naquilo que se preparou em sua formação: cuidar e melhorar a vida de seus pacientes.

Quando falamos de tecnologia na área médica, normalmente associamos aos equipamentos que aprimoram e facilitam cirurgias complicadas. Entretanto, essa relação vai muito além disso. Os recursos tecnológicos, dos mais complexos aos mais simples, só cumprem seu propósito se conseguem melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O primeiro passo para isso é garantir que a experiência do usuário (UX) sempre seja a melhor possível para que ele se sinta amparado em um importante momento de sua vida.

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1 ano ago Notícias

O que torna o infarto mais letal em pessoas jovens

A morte do filho do ex-jogador de futebol Cafu por infarto lançou luz sobre um problema de saúde que afeta milhares de brasileiros abaixo de 40 anos, mas ainda é pouco discutido.

Danilo Feliciano de Moraes, filho mais velho do lateral-direito pentacampeão mundial, morreu na quarta-feira (04/09), aos 30 anos, após sofrer um ataque cardíaco enquanto jogava futebol na casa da família, em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Amigos tentaram reanimá-lo, sem sucesso.

Isso porque, apesar de terem normalmente mais força física que os mais velhos para suportar o infarto, os mais jovens não tem uma proteção chamada “circulação colateral”, como explica à BBC News Brasil o cardiologista Glauber Fabião Signorini, diretor técnico do Instituto de Cardiologia – Fundação Universitária de Cardiologia (IC-FUC).

“Chamamos de circulação colateral os pequenos vasos sanguíneos que surgem no coração para compensar a falta de irrigação causada por uma artéria entupida. Os mais jovens não têm esse tipo de proteção, portanto, o infarto tende a ser mais letal nessa faixa etária”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, dos 56.399 brasileiros que morreram por causa de infarto agudo do miocárdio em 2017 (últimos dados disponíveis), 95,6% tinham mais de 40 anos.

Por outro lado, entre aqueles com menos de 40 anos, a faixa entre 30 e 39 anos concentrou a maior parte dos casos (1.831).

Segundo Signorini, estima-se que 10% das vítimas morram na primeira hora após o infarto, portanto, essa proteção adicional é valiosa.

O especialista diz ainda que 93% dos casos de morte súbita – que ocorre nas primeiras 24 horas após um sintoma – são resultado de doenças isquêmicas agudas.

Dores ou desconfortos no peito são os principais sintomas. Falta de ar, suor, dor nos dentes e palidez também devem ser observados.

“A obstrução de um vaso impede a irrigação de sangue para a artéria, causando a necrose do músculo cardíaco e gerando instabilidade elétrica, o que pode facilitar a arritmia cardíaca (quando o batimento do coração se torna irregular)”, explica.

Nesse caso, segundo ele, o tratamento, como manobras de ressuscitação, tem que ser realizado em uma janela de tempo de até, no máximo, oito minutos.

Signorini ressalva, contudo, que nem sempre os infartos são causados por obstrução de vasos que irrigam o coração.
“A vítima também pode ter algum problema que desconheça com alguma válvula cardíaca, por exemplo”, acrescenta.

Prevenção

Signorini lembra ainda que o histórico familiar é um “importante fator de risco para infartos”.

“Quem tem pai ou mãe que sofreu infarto, especialmente com menos de 55 anos, deve começar o acompanhamento médico com um cardiologista a partir dos 30 anos”, recomenda.

Neste sentido, ele também chama atenção para a falta de prevenção no Brasil.

“A prevenção é muito baixa aqui, cerca de 2% a 4%. Enquanto isso, esse índice chega a mais de 50% em alguns países desenvolvidos.”

Outros fatores de risco para o infarto, segundo Signorini, são obesidade, falta de atividade físiica, tabagismo, estresse, diabetes e distúrbios do sangue.

Doenças genéticas, como a cardiomiopatia hipertrófica, também devem ser levadas em conta.

A cardiomiopatia hipertrófica atinge uma em cada 500 pessoas e causa o crescimento das células musculares do coração. As paredes do órgão ficam mais grossas, o que prejudica o fluxo sanguíneo e dificulta o bombeamento do sangue.

Sendo assim, a doença pode causar palpitações e arritmias, o que pode levar à morte durante exercícios físicos. Muitas vezes, o paciente é assintomático e desconhece que tem o problema, o que pode agravar o quadro
Usuários de drogas, especialmente as vasoconstritoras, como MDMA e cocaína, também têm mais chances de sofrer infartos, acrescenta Signorini.

Fonte: Portal R7

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