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Tags Archives: saude

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2 meses ago Notícias

18 de outubro: DIA DO MÉDICO

Homenagem do SINDESSERO àqueles que aceitaram o desafio de terem em suas mãos: nossa doença, nossa saúde, nossos medos, nossas esperanças e tudo o mais daquilo que faça parte do que chamamos de vida.

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2 meses ago Notícias

O “fim ” do covid-19 está muito longe do fim no Brasil?

A OMS cita que, se a covid-19 seguir em patamares “controlados” ou “normais”, se tornará endêmica, mas não há consenso sobre este patamar.

Com o avanço da vacinação e a redução de novos casos, hospitalizações e mortes por covid-19, analistas começam a entender que o pior da pandemia já passou no Brasil. Um novo cenário se desvela: possivelmente, conviveremos com o vírus em menor transmissão. Mas que metas é preciso atingir para dizer que a pandemia virou página do passado?

A resposta mais sucinta é: não existe regra universal — cada governo opta por flexibilizar as restrições com segurança conforme indicadores locais demonstrem que há pouquíssimos novos casos, hospitalizações e mortes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz, genericamente, que a pandemia (coronavírus a nível global) acabará quando a doença for controlada em diferentes regiões do planeta — aí, se transformará em epidemia (restrita a algumas nações). Para o Brasil, o esforço é para que se transforme em endemia.

E o que é uma endemia? A OMS cita que, se a covid-19 seguir em patamares “controlados” ou “normais”, se tornará endêmica — assim como a gripe H1N1 ou a febre amarela. Mas a definição do que é um patamar “normal” não tem consenso.

Quando você tem uma doença endêmica, há a possibilidade de surtos ou picos endêmicos. A gripe tem surtos, por isso fazemos vacinação anual. Hoje, a gente está com expectativa excelente, mas precisarmos ter mais vigilância para saber a duração de proteção das vacinas, porque isso pode determinar a necessidade de doses de reforço, além de vigilância genômica, para cuidar o surgimento de novas variantes

As variantes são uma preocupação, temos que vacinar todo mundo para controlar o problema. Porém, na eventualidade de surgir uma variante que escape da proteção contra infecção, ela dificilmente vai escapar da proteção dada pela vacina contra agravamento e morte.

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2 meses ago Notícias

STJ diz que Judiciário não pode deixar de considerar vulnerabilidade do médico

Durante o 2º Congresso Virtual Brasileiro de Direito Médico, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, afirmou que o Poder Judiciário não pode se furtar a considerar questões relativas à vulnerabilidade do profissional médico, especialmente no atual cenário de pandemia.

“Não se pode cercear a atuação médica a ponto de desestimular sua essencial atividade – médicos que já são minuciosamente sujeitos à responsabilidade ética e legal”, comentou o ministro. Ele elogiou a atuação dos médicos no combate à pandemia de Covid-19, comparando-os a “bombeiros” na incessante luta pela vida.

📝 Sobre a responsabilização por eventuais erros no exercício da medicina, Martins destacou que uma só ação falha ou omissão do profissional de saúde pode sujeitá-lo a responder em três instâncias distintas e independentes: a administrativa, a civil e a penal. Ele disse que, nesse contexto, a responsabilidade civil é a de mais frequente judicialização, exigindo atenção especial por parte dos julgadores.

“É o pedido de reparação de danos morais e materiais feito por pacientes contra profissionais que supostamente lhes causaram danos, geralmente fundamentado nos artigos 186, 187 e 927 e seguintes do Código Civil, visto que costuma envolver tanto direitos da personalidade quanto direitos patrimoniais”, explicou.

📝 Responsabilidade civil exige prova de culpa
O presidente do STJ lembrou que é comum a discussão judicial versar sobre dois aspectos da atividade médica: obrigações de meio, relativas ao esforço adequado para alcançar um resultado benéfico, e obrigações de resultado, relacionadas ao sucesso do procedimento.

No caso das ações judiciais movidas por pacientes, ele ressaltou que a pretensão não é ilimitada, pois geralmente o compromisso dos profissionais de saúde se limita a uma obrigação de meio, não envolvendo a garantia de um resultado.

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2 meses ago Notícias

Sintomas de infarto podem ser diferentes em homens e mulheres

Sintomas de infarto podem ser diferentes em homens e mulheres, sendo as principais diferenças:

‍ Infarto em homens:
Em homens a dor do infarto geralmente é percebida como uma pressão no peito, não sendo possível localizar com um dedo. A dor pode ser acompanhada de suor sem estar sentindo calor – o suor frio -, dor nos braços, dor na boca do estômago e até na mandíbula. Tonturas e desmaios durante a dor podem acontecer.

‍ Infarto em mulheres:
Os sintomas de infarto em mulheres variam mais. As dores podem ser descritas como queimação e pontadas em região do peito. Dificuldade de respirar, com ou sem desconforto no peito. Além de enjoos, fraqueza ou cansaço inexplicável, desconforto no peito e arritmia cardíaca.
‍ Sintomas do infarto comuns em homens e mulheres:
Além das dores no peito, outros sintomas que são comuns a ambos os sexos durante um ataque cardíaco: Dor ou desconforto em um ou ambos os braços, nas costas, pescoço, mandíbula ou abdome, náuseas, vômito, suor frio, tontura e desmaio.

️‍♀️ A prevenção do infarto pode ser através de atividade física e reeducação alimentar os quais ompõem a fórmula mais eficaz de reversão dos marcadores negativos que afetam o coração. Quem acredita que está livre da malhação e de refeições equilibradas graças a remédios está enganado. O medicamento controla o problema, mas sozinho tem sua eficácia reduzida. É essencial também se manter longe de substâncias viciantes, cujos efeitos para a saúde cardiovascular podem ser devastadores, como cigarro, álcool, drogas e açúcar. Não abra mão das consultas de rotina. Independentemente da especialidade, o médico deve aferir a pressão arterial, a frequência cardíaca e o peso do paciente.

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2 meses ago Notícias

Covid-19: Novo lote de vacinas da Pfizer chega ao Brasil

Uma nova remessa de vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech, com 1.140.750 doses, chegou ao país no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), na noite de hoje (5).

Esse é um dos lotes que a farmacêutica planejou entregar ao Ministério da Saúde entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, mas que precisou ser reprogramado para hoje por questões logísticas, segundo a Pfizer. São ao todo 10,5 milhões de doses no período.

Com a finalização dessas entregas, foram enviadas ao país todas as doses do primeiro contrato de fornecimento da vacina, assinado em 19 de março, que corresponde a mais de 100 milhões de vacinas. Já o segundo contrato, assinado em 14 de maio, prevê a entrega de mais 100 milhões de doses entre outubro e dezembro.

(Fonte: AgênciaBrasil)

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2 anos ago Notícias

Novo teste avalia perfil genético do tumor e individualiza tratamento

Diferente de uma biópsia líquida padrão, o teste de DNA de tumor circulante (ctDNA) Signatera propõe a avaliação do perfil genético do tumor para a determinação individualizada de um painel de genes por Biópsia Líquida direcionado ao paciente, o que é chamado de assinatura genética. Totalmente inovador, o exame otimiza a efetividade do esquema terapêutico (cirurgia + quimioterapia), ou atua como monitoramento para detectar recidiva tumoral precocemente e melhorar o prognóstico.

A novidade será lançada, com exclusividade no Brasil, no simpósio *Signatera test: use of ctDNA as a biomarker for monitoring treatment response and molecular recurrence in early-stage and metastatic cancers*, que ocorrerá no dia 24 de outubro, durante o XXI Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, promovido pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). A palestra será ministrada por Alexey Aleshin, M.D., MBA, diretor médico de oncologia da Natera, líder global em testes ctDNA, empresa parceira da GeneOne, marca do Grupo DASA.

Ao fornecer a cada indivíduo um exame de sangue personalizado, adaptado à assinatura exclusiva de mutações clonais encontradas em seu tecido, o teste, que está disponível para uso clínico e de pesquisa, é indicado para o monitoramento de qualquer tumor sólido, principalmente os carcinomas: colorretal, mamário, pulmonares (não-pequenas células) e de bexiga (urotelial músculo invasivo).

Totalmente personalizado, o teste utiliza 16 mutações somáticas clonais e sub-clonais encontradas com maior frequência no tumor, e não no genoma do paciente.

 

Fonte: Medicina S/A

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2 anos ago Notícias

Cobertura da vacina contra sarampo chega a 88% ante meta de 95%, diz Ministério da Saúde

No público-alvo de crianças de 1 a 2 anos em todo o Brasil, 88% foram vacinadas contra sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Conforme um balanço parcial da campanha nacional, divulgado neste domingo (20), essas crianças receberam pelo menos uma dose da vacina tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba.

Essa faixa de idade do público-alvo é o parâmetro do governo para o acompanhar a cobertura vacinal em todo o país. A esta altura do ano, deveria estar próxima da meta de 95%. A cobertura vacinal é a proporção do público alvo que já foi vacinada.

O sábado (19) foi o chamado “Dia D” da campanha vacinal contra o sarampo, isto é, o dia em que a vacinação é oferecida de forma mais ampla, em parcerias com os estados e municípios.

O objetivo da campanha, segundo o ministério, é “reforçar a importância da vacinação de crianças de 6 meses a menores de 5 ano”. Esse é o público mais vulnerável ao vírus e pode ter complicações que levam à morte.

Transmissão ativa do sarampo

De acordo com a pasta, nos últimos 90 dias, foram confirmados 13 mortes pela doença no Brasil, sendo sete (53,8%) em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos.

O Brasil registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. A transmissão da doença está ativa em 10 estados e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo, em 192 municípios.

O ministério distribui neste ano 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, a maior oferta de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos.

Dia D contra o sarampo vacinou crianças com menos de 5 anos neste sábado (19)

Baixa cobertura

Na terça-feira passada (15), o Ministério da Saúde divulgou um boletim informando que o o Brasil tinha a mais baixa cobertura vacinal para a tríplice viral dos últimos cinco anos. Em todas as regiões do país a cobertura não chegava aos 70%. No total do Brasil, estava com 57,19%.

 

Fonte G1

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2 anos ago Notícias

Mais Médicos para o Brasil: publicados nomes e locais de trabalho

A lista com os nomes e registros de médicos intercambistas do Projeto Mais Médicos para o Brasil está publicada na edição desta terça-feira (8) do Diário Oficial da União.

De acordo com a Portaria nº 28, de 7 de outubro de 2019, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, fica concedido registro único para o exercício da medicina, no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil, aos médicos intercambistas.

A portaria determina também a expedição das carteiras de identificação de todos que atenderam os requisitos legais para as atividades do projeto previstas no projeto. O documento informa ainda o local onde o médico vai trabalhar.

De acordo com o Ministério da Saúde, o projeto é parte do esforço do governo federal, com apoio de estados e municípios, para “a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais”.

Segundo a pasta, o Mais Médicos para o Brasil se soma a um conjunto de ações e iniciativas do governo objetivando o fortalecimento da Atenção Básica do país.

Fonte: Agência Brasil

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2 anos ago Notícias

Indústria brasileira reforça qualidade da produção nacional durante Rehacare

Trabalhando pelo equilíbrio da balança comercial do setor de produtos e equipamentos para reabilitação, a indústria brasileira de saúde marcou, novamente, presença na Rehacare, principal feira do setor no mundo. O evento, realizado entre 18 e 21 de setembro em Düsseldorf, na Alemanha, gerou US$ 152 mil em novos negócios para as empresas que compuseram o pavilhão nacional. Além disso, para os próximos 12 meses, essas marcas esperam consolidar US$ 700 mil em novos contratos. A ida do empresariado brasileiro para o evento é uma das ações do Brazilian Health Devices, projeto setorial executado pela ABIMO em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil

Grande destaque da internacionalização da cadeia produtiva de saúde brasileira, o setor de reabilitação e tecnologias assistivas vem em uma sequência de bons resultados. “Estamos vivendo um período de aumento das exportações e queda das importações, o que contribui para a redução no déficit na balança e mostra que o Brasil tem capacidade para compor as principais vitrines mundiais do segmento, como é o caso da Rehacare”, comenta Larissa Gomes, supervisora de projetos e marketing internacional da ABIMO. O comparativo entre janeiro e junho de 2018 e o mesmo período de 2019 mostra crescimento de 3% nas exportações do setor, além de queda de 4,8% nas importações.

Para Bárbara Soares, fisioterapeuta técnica da Playpé do Brasil, a feira foi surpreendentemente positiva. “Estamos muito contentes com os resultados que obtivemos. Viemos com o objetivo de encontrar distribuidores pelo mundo e já fechamos novos canais com países como África do Sul, Bélgica, França e a própria Alemanha”, comentou enfatizando que foi motivador observar que o mundo está satisfeito com a qualidade dos produtos brasileiros. Esta foi a primeira participação da marca no evento.

A Hélio Mobilidade – que comemorou 45 anos de fundação durante a Rehacare 2019 – já tinha participado do evento como visitante e, desta vez, investiu em um espaço dentro do pavilhão organizado pelo Brazilian Health Devices. Era a única marca oferecendo uma ampla gama de produtos para adaptações automotivas. “Bastante procurada pelos visitantes, a empresa contribuiu para reforçar a marca Brasil como um país produtor de artigos de alta tecnologia para suprir as necessidades deste mercado de reabilitação”, esclarece Larissa.

A Spine, fabricante nacional de cadeiras de rodas esportivas e sociais, também marcou presença na feira apresentando suas linhas focadas em qualidade, alta precisão e personalização. Além disso, o LAIS (Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte) também compareceu para apresentar o que vem sendo desenvolvido dentro do campo da pesquisa no mercado de reabilitação brasileiro.

Durante todo o período do evento, as empresas brasileiras entraram em contato com 88 potenciais clientes e distribuidores vindos de países como Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Bélgica, China, Emirados Árabes, França, Grécia, Holanda, Itália, México, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Suíça.

Muito além da exposição – Outras ações também promoveram a marca Brasil durante a Rehacare 2019. Além do tradicional Happy Hour que, realizado no entardecer do dia 19 de setembro ofereceu música, comidas e bebidas típicas do Brasil aos visitantes, a imagem da cadeia produtiva brasileira foi fortalecida pela presença da atleta paraolímpica Paola Klokler, garota propaganda do Brasil no evento e uma das grandes personagens deste segmento por abordar, de forma leve e motivacional, como é possível superar as dificuldades de uma deficiência. A esportista também foi capa da revista Highlights & Facts, publicada pela organização da feira.

A edição 2019 da Rehacare contou com 751 expositores de 43 países apresentando soluções diversas para facilitar o dia a dia dos mais de 1 bilhão de pessoas que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) vivem com algum tipo de deficiência. Ao longo dos quatro dias de evento, a feira recebeu mais de 38 mil visitantes. A próxima edição será realizada também em Düsseldorf, na Alemanha, entre 23 e 26 de setembro de 2020.

Fonte: Medicina S/A

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2 anos ago Notícias

O FUTURO DA SAÚDE SUPLEMENTAR

Uma gestão integrada é essencial para manter o bem-estar dos trabalhadores e seus familiares e assegurar uma melhor produtividade para toda a economia. Empresas precisam repensar modelo atual para poder ter ganhos em qualidade sem aumentar custos.

A saúde suplementar no Brasil alcança hoje mais de 47 milhões de brasileiros, sendo que 80% deles fazem parte de contratos coletivos, e dois em cada três são coletivos empresariais. Os dados comprovam que majoritariamente este é um benefício concedido pelas empresas a seus funcionários e familiares.

“Portanto, além de ser um setor importante economicamente, que movimentou em 2018 uma receita total de R$ 200 bilhões, ele é essencial para manter saudáveis e produtivos os funcionários de todos os segmentos e contribui para o crescimento da economia como um todo”, afirmou Leandro Fonseca da Silva, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), na abertura do II Seminário Internacional Sesi de Saúde Suplementar, que aconteceu no último dia 24, em São Paulo.

Apesar de fundamental, o setor enfrenta desafios cada vez maiores. Em resumo, o financiamento dos serviços de saúde aumenta a taxas muito acima da inflação e onera cada vez mais as empresas e os usuários. Entre 2008 e 2016, os custos dos planos de saúde aumentaram 237%, cerca de três vezes a inflação do período. “Essa não é uma questão exclusiva do Brasil e nem está restrita ao setor privado.

O processo de evolução demográfica, com o consequente envelhecimento da população; a tendência de maior utilização dos serviços de saúde; e o crescente desenvolvimento tecnológico, com equipamentos e exames mais sofisticados, acabam encarecendo â e muito â os custos da saúde”, completa Fonseca da Silva.

“O desafio maior é que a evolução dos custos não necessariamente se reflete em melhoria da qualidade dos serviços. Muito pelo contrário.

Muitas vezes ela é causada por problemas do próprio sistema, como desperdícios, fraudes e uso indiscriminado”, completa Rafael Lucchesi, diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi). Mas existem planos em andamento e propostas para melhoria dessa situação. Entre as soluções estão a padronização, a integração e a análise de informações sobre o uso dos planos de saúde. “A adequada gestão das informações de saúde contribuirá para melhorar a gestão do sistema como um todo, desde a coordenação da jornada de cuidado dos pacientes até a criação de um modelo de contratação, uso e remuneração de planos de saúde e prestadores de serviço baseado em resultados efetivos em saúde”, afirma Lucchesi.

Sistema de Gestão

De países que enfrentam situações semelhantes e se debruçam sobre soluções para o problema há mais tempo vêm boas referências.

O modelo norte-americano, por exemplo, é um dos mais emblemáticos e tem inspirado a mobilização de empresas no Brasil. Lá, existe forte colaboração entre empregadores e o setor de saúde para resolver desafios de qualidade e custos em problemas de saúde que mais afetam a população, como contou a pesquisadora Lindsay Martin, diretora executiva do Institute for Healthcare Improvement (IHI), dos Estados Unidos.

O pesquisador Edilberto Amorim, médico da Universidade da Califórnia e associado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT) e à Universidade de Harvard, apresentou exemplos de como os sistemas de gestão e o uso de análise de grandes volumes de dados vêm ajudando médicos e pacientes nos Estados Unidos. Com mais de 20 anos de experiência em medicina intensivista, Amorim conta como a análise de mais de 60 mil casos de UTI e 300 mil radiografias apoiam as decisões das equipes de terapia intensiva na universidade onde atua.

“Nada substitui a análise médica, mas a pesquisa em uma base com um número muito maior de casos e dados analisados pode apoiar uma decisão mais rápida e precisa”, diz o pesquisador.

Novas Tecnologias

Lucchesi lembra que, no caso da telemedicina e tecnologias de informação e comunicação, o setor industrial defende a sua disseminação, pois elas garantirão acesso de populações onde a oferta de serviço de saúde é baixa. “A tecnologia também tem potencial de favorecer a coordenação do cuidado, facilitar o acesso à atenção primária, promover o autocuidado, integrar informações, viabilizar o monitoramento, favorecer acesso a medicamentos e às orientações para seu correto uso”, diz o diretor do Sesi, lembrando que ainda hoje, mesmo nas cidades grandes, as pessoas ficam dias sem o devido tratamento por dificuldades no deslocamento até uma unidade de saúde. “Entretanto, é preciso ter cuidados para não precarizar a atenção à saúde”, completa.

Paulo Mól, diretor de Operações do Sesi, destacou que a incorporação de novas tecnologias ao sistema de saúde é positiva, mas precisa de avaliações criteriosas que garantam que elas tenham vantagem de custo-benefício maior que outros procedimentos. “Entre as propostas das empresas contratantes está a melhor gestão das tecnologias de saúde que compõem o rol mínimo de procedimentos cobertos pelos planos de saúde. Na saúde privada, estamos sujeitos ao uso excessivo de procedimentos e, ao mesmo tempo, à falta de uso de tratamentos necessários”, diz Mól. A ANS tem avançado nesse sentido, buscando parcerias com o SUS, cujo modelo de gestão garante a protocolização e o monitoramento de uso real dessas tecnologias.

Isso é de vital importância para reduzir desperdícios e permitir que os recursos sejam utilizados para quem precisa, no tempo certo, de forma adequada.

6 Propostas para aprimorar a Saúde Suplementar

O Grupo de Trabalho em Saúde Suplementar, liderado pelo Sesi e pela CNI, aponta seis iniciativas para melhorar o atendimento à saúde

1. Integrar dados e informações para melhorar decisões
2.Dar foco à atenção primária, focando na prevenção e na saúde integral dos beneficiários
3.Adotar critérios mínimos para a contratação de planos que atuem com foco na saúde integral
4.Gerenciar melhor o uso de novos procedimentos tecnológicos para contemplar resultados efetivos na manutenção e recuperação da saúde das pessoas
5.Remunerar a partir de resultados do tratamento na saúde e na qualidade de vida dos beneficiários
6.Adequar normas existentes para estimular prestadores, empregadores e usuários a fazerem uso correto do sistema

Fonte: Anahp

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