Menu
X

Tags Archives: VÍRUS

Imagem
1 ano ago Notícias

Cobertura da vacina contra sarampo chega a 88% ante meta de 95%, diz Ministério da Saúde

No público-alvo de crianças de 1 a 2 anos em todo o Brasil, 88% foram vacinadas contra sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Conforme um balanço parcial da campanha nacional, divulgado neste domingo (20), essas crianças receberam pelo menos uma dose da vacina tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba.

Essa faixa de idade do público-alvo é o parâmetro do governo para o acompanhar a cobertura vacinal em todo o país. A esta altura do ano, deveria estar próxima da meta de 95%. A cobertura vacinal é a proporção do público alvo que já foi vacinada.

O sábado (19) foi o chamado “Dia D” da campanha vacinal contra o sarampo, isto é, o dia em que a vacinação é oferecida de forma mais ampla, em parcerias com os estados e municípios.

O objetivo da campanha, segundo o ministério, é “reforçar a importância da vacinação de crianças de 6 meses a menores de 5 ano”. Esse é o público mais vulnerável ao vírus e pode ter complicações que levam à morte.

Transmissão ativa do sarampo

De acordo com a pasta, nos últimos 90 dias, foram confirmados 13 mortes pela doença no Brasil, sendo sete (53,8%) em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos.

O Brasil registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. A transmissão da doença está ativa em 10 estados e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo, em 192 municípios.

O ministério distribui neste ano 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, a maior oferta de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos.

Dia D contra o sarampo vacinou crianças com menos de 5 anos neste sábado (19)

Baixa cobertura

Na terça-feira passada (15), o Ministério da Saúde divulgou um boletim informando que o o Brasil tinha a mais baixa cobertura vacinal para a tríplice viral dos últimos cinco anos. Em todas as regiões do país a cobertura não chegava aos 70%. No total do Brasil, estava com 57,19%.

 

Fonte G1

Imagem
2 anos ago Notícias

Novos remédios contra hepatite C chegam ao SUS

Com altas taxas de cura e maior comodidade, esses medicamentos foram disponibilizados no setor público recentemente

Julho Amarelo, o mês de conscientização das hepatites virais, veio com uma novidade para os brasileiros com hepatite C. Desde o início do mês, dois novos remédios estão sendo distribuídos no SUS – eles são mais cômodos e altamente eficazes contra diferentes genótipos (subtipos) do vírus.

Segundo o pregão que definiu a compra desses medicamentos pelo Ministério da Saúde, os pacientes com o genótipo 1 – que corresponde a cerca de 75% dos casos – agora têm acesso à droga Harvoni, que reúne as moléculas sofosbuvir e ledispavir. Juntas, elas atacam o vírus C por diferentes vias, com uma chance de cura acima de 95%.

“Trata-se de um comprimido só, o que facilita a adesão do indivíduo”, afirma o hepatologista Raymundo Paraná, da Universidade Federal da Bahia.

Já para os outros genótipos, quem entra agora em cena é o Epclusa, um remédio que carrega as moléculas sofosbuvir e velpatasvir. “Ele também age muito bem contra o genótipo 1, porém o governo optou por não utilizá-lo nesses episódios pelo preço um pouco mais alto”, afirma Eric Bassetti, diretor médico da Gilead, a farmacêutica que detém a patente das duas medicações.

Veja: enquanto o Harvoni vai custar aos cofres públicos 1 148,12 dólares a cada paciente, o Epclusa sai por 1 470 dólares. Isso para 12 semanas de tratamento – o prazo pode se estender ou até ser abreviado a depender de algumas características do paciente e da enfermidade.

“Além da comodidade, vejo uma vantagem maior para as pessoas com o genótipo 3 do vírus, o segundo mais comum no nosso país”, afirma Paraná. “As opções disponíveis antes eram menos eficientes do que o tratamento atual, que fica em 95% de chance de cura”, completa.

O tratamento na prática

Os remédios mais modernos abrem as portas para um cenário de controle da hepatite C – não à toa, há o plano de eliminação da doença até 2030, encabeçado pela Organização Mundial da Saúde e apoiado pelo governo brasileiro.

O problema: para usarmos essas novas armas, os pacientes precisam ser diagnosticados. A hepatite C é uma infecção silenciosa, que só apresenta sintomas mais claros (pele amarelada, náusea, urina escura…) quando o fígado está bastante comprometido. E as drogas atuais, embora arrasem o vírus, não são capazes de anular os danos que ele provocou ao longo de décadas.

Portanto, a chave para o bom tratamento é o diagnóstico precoce. Desde 2016, o Conselho Federal de Medicina recomenda que todo doutor, não importa a especialidade, deveria conversar com qualquer paciente sobre os exames para hepatite C – e para sífilis, HIV e hepatite B.

Infelizmente, estima-se que apenas 25% dos brasileiros com hepatite C saibam ter a doença. “Para complicar, aproximadamente 70% deles não inicia o tratamento”, completa Bassetti.

Por quê? Entre os motivos, há todo um protocolo de atendimento que, se não for bem encadeado, acaba fazendo o paciente desistir em alguma das etapas.

Funciona assim: se o teste rápido der positivo, o indivíduo é encaminhado para realizar um exame mais complexo, que confirma a presença do vírus no organismo. Aí, ele passa por mais um exame de sangue, que define o genótipo do vírus.

Por fim, o paciente é submetido a outra técnica com o objetivo de detectar o grau de lesão no fígado. E só então recebe a sua prescrição (que ainda precisa ser seguida à risca). Agora imagine todo esse vaivém em diferentes cenários no Brasil.

“Sem uma política de estado para a assistência básica, não vamos resolver esse problema”, sentencia Paraná. “A vítima de uma doença silenciosa precisa ser bem encaminhada ao longo de todo o caminho no SUS para não abandonar o tratamento”, complementa.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, lançado no dia 22 de julho de 2019, o vírus C é o que mais mata entre as hepatites. De 2000 a 2017, foram 53 715 óbitos. Os remédios são uma parte importante na contenção desse número – mas não resolverão a questão por si sós.

Fonte: Anahp

Encontre-nos
Webmail

© Copyright 2019 Sindessero. Todos os Direitos Reservados.